Logo

Lula prepara volta, mas isolamento de Dilma preocupa

27.10.2014 - 10:58:41
WhatsAppFacebookLinkedInX

Brasília – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer concorrer ao Palácio do Planalto em 2018 e, para tanto, avalia que precisa ter maior protagonismo no segundo governo de Dilma Rousseff.

No diagnóstico de Lula, Dilma precisa sair do isolamento nos próximos quatro anos e se reaproximar dos políticos, dos empresários e dos movimentos sociais, sob pena de o PT enfrentar problemas para se manter no poder depois de mais quatro anos.

Sábado (25/10), em São Bernardo do Campo, o ex-presidente chegou a falar em "lacerdismo". A cúpula do PT chega ao fim da eleição dividida entre "lulistas" e "dilmistas" na disputa por espaço.

Nos bastidores, porém, mesmo os mais próximos de Dilma afirmam que Lula é unanimidade no partido para a disputa de 2018, embora tenha sofrido reveses com as derrotas de seus afilhados em São Paulo e no Rio de Janeiro. "Se Lula quiser ser candidato a qualquer coisa, terá o meu apoio e eu estarei a seu lado, como sempre estive em todas as campanhas, desde a de 1982, quando ele concorreu ao governo de São Paulo", afirmou o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

O ministro negou especulações de que esteja se movimentando para enfrentar Lula e disputar o Palácio do Planalto, em 2018. "Isso é bobagem. Eu já cumpri minha missão e não disputarei mais nada se não houver reforma política e se as regras de financiamento de campanha não mudarem", afirmou Mercadante. "Lula é o candidato do coração da militância do PT e não há nenhuma discussão no partido que não seja a do nome dele."

Substitutos
Além de Mercadante, os nomes do governador da Bahia, Jaques Wagner, do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, são citados como possíveis substitutos de Lula nas próximas eleições. Para Jaques Wagner, antes de discutir 2018, o PT precisa ser reformado.

Ao lembrar que desde o escândalo do mensalão, em 2005, o partido vem sofrendo sucessivo processo de desgaste, Wagner disse ser necessário se concentrar primeiro nas mudanças internas. "Lula também quer discutir esse ódio que brotou contra o PT", comentou o governador.

"O que aconteceu em São Paulo, por exemplo? Foi só que não conseguimos ter o desempenho esperado ou é o sucesso do tucanato lá?" Na avaliação de Wagner, é "óbvio" que Lula é o candidato natural do partido na disputa de 2018. "Se ele disser 'eu topo' não tem discussão. Ele sempre será nossa reserva política e eleitoral", argumentou o governador da Bahia, ele próprio vítima da hostilidade antipetista quando deixava um restaurante com a família, em São Paulo, na semana passada.

A partir de fevereiro, o grupo mais próximo de Lula dará início aos preparativos para pavimentar o caminho do ex-presidente até 2018. "Agora é esperar a poeira da eleição baixar. No início do ano que vem vamos começar a trabalhar nisso", disse o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, outro que não tem dúvida de que Lula será candidato.

"Ele não diz que topa, mas não diz que não topa. Então ele topa", concluiu Marinho. Em público, Lula já deu várias declarações sobre a perspectiva de retornar ao Planalto. No ano passado, ao falar sobre o futuro do PT para uma plateia de aliados do Paraná, desabafou: "Se me encherem muito o saco, eu volto em 2018". (Agência Estado)

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

Postagens Relacionadas
Política
02.02.2026
Cármen Lúcia anuncia proposta para atuação de juízes eleitorais nas eleições de 2026

São Paulo – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou em discurso na abertura do ano judiciário na Corte Eleitoral, nesta segunda-feira (2/2), que vai enviar aos tribunais eleitorais orientações sobre a conduta dos juízes em ano de campanha. Em sua fala, a ministra afirmou que o ano de 2026 vai exigir […]

Eleições 2024
23.10.2024
Afinidade ou rejeição: o que define o voto no 2º turno?

Fred e Mabel se enfrentam em Goiânia

Fred x Mabel
20.10.2024
2º turno em 2024 é o 7º da história de Goiânia

Tabus persistem desde 1992; relembre

Eleições em Goiânia
19.10.2024
Fred e Mabel têm desafio de mudar histórico de abstenção no 2º turno

Especialistas analisam o cenário na capital

Eleições 2024
14.10.2024
Goiás não tem municípios sub judice nas eleições de 2024; entenda o cenário

Situação é diferente em outros 11 estados

eleições 2024
07.10.2024
Brancos, nulos e ausentes superam votação suficiente para levar ao 2º turno

Soma chega a 342.123 eleitores em Goiânia

Eleições em Goiânia
06.10.2024
Fred Rodrigues critica pesquisas e busca ampliar apoio no 2º turno

Disputa será contra Sandro Mabel

2º Turno
06.10.2024
“Goiânia não pode ser palco para aventureiros”, diz Caiado sobre Fred

Governador apoia candidatura de Mabel