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Manutenção da Selic em 15% frustra expectativas e pressiona competitividade industrial, alerta Fieg

Decisão do Copom conserva juros no patamar mais alto em dois anos

28.01.2026 - 19:41:03
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A Redação

Goiânia – A área econômica da Fieg divulgou no início da noite desta quarta-feira (28/1) análise comentando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, rejeitando sinais de flexibilização. A decisão representa a sexta manutenção da taxa, que alcançou o nível atual em junho de 2025.

A manutenção da Selic em patamar restritivo contraria as expectativas do setor produtivo e reflete a cautela do BC diante da inflação persistente, mercado de trabalho aquecido e volatilidade geopolítica impactando preços de commodities. Embora o Relatório Focus projete redução da taxa básica para 12,25% até o final de 2026, a autoridade monetária sinalizou que o ciclo de cortes será gradual e condicionado à confirmação da desinflação.

Segundo o assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, o setor industrial segue apreensivo, vendo na manutenção de juros em patamar restritivo um impedimento à recuperação da economia. “Juros reais acima de 10% ao ano continuam penalizando decisões de investimento, obrigando empresas a postergar projetos de expansão, especialmente os pequenos e médios empresários, que não conseguem repassar plenamente o custo dos juros elevados aos consumidores e são forçados a reduzirem contratações e adiar compra de equipamentos”, afirmou o economista.

A perspectiva para o setor produtivo se deteriora com a manutenção prolongada de juros elevados. “A incerteza sobre quando ocorrerá o primeiro corte gera paralisia em decisões de capital. Sem acesso ao crédito competitivo, investimentos em modernização e inovação tornam-se inviáveis para a maioria das empresas”, reforçou Cláudio Henrique.

Ainda, a projeção de crescimento de 1,8% para o PIB em 2026 se torna cada vez mais improvável com o cenário atual. Com a confiança empresarial debilitada e ausência de sinais claros de flexibilização monetária, a economia brasileira segue presa à dinâmica de baixo crescimento, comprometendo a competitividade industrial e a recuperação sustentável.

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por Michelle Rabello

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