A Redação
Goiânia – Cada organismo tem suas particularidades, mas imagine poder cuidar melhor da sua saúde, com estratégias mais assertivas para o seu estilo de vida, de alimentação, rotina de treinos e até prevenir o desenvolvimento de algumas doenças fazendo um exame laboratorial. Parece coisa de filme? Mas já existe.
“O Teste Genético é uma novidade que eu trouxe para o consultório e que pode ajudar a mapear as informações contidas no nosso DNA sobre o funcionamento do organismo, metabolismo e até a predisposição à algumas doenças”, afirma a nutricionista Janaína Macedo.
“O exame é feito através de uma amostra de saliva que é coletada no consultório e enviada para um laboratório italiano que devolve o resultado em até 40 dias. Esse resultado nos permite conhecer o metabolismo por meio do mapeamento genético, mostrando as principais informações contidas no nosso DNA, e buscar o caminho correto para alcançar o controle de peso e mudanças permanentes na rotina alimentar para proporcionar maior qualidade de vida, saúde e disposição ao longo dos anos”, afirma Janaína, que também é Líder Coach em Nutrição.
Não existe idade mínima nem máxima para o teste genético porque o gene não muda. “É importante salientar que não é porque estou vendo um painel negativo, como um gene obesogênico, e sentenciar que a pessoa vai ser gorda ou se ela tiver um gene de disfunção da saciedade da fome, que ela vai ser compulsiva. O estilo de vida conta muito. A genética é 30% e os hábitos de vida são 70%. Está nas suas mãos o poder de expressar aquele gene ou não através dos seus hábitos de vida, com as informações que conseguimos com o teste genético”, explica a nutricionista.
No consultório, Janaína disponibiliza três tipos de teste genético. Um deles avalia o processamento dos alimentos pelo organismo e tem como obejtivo auxiliar na prescrição de uma dieta mais eficiente; outro avalia a composição das fibras musculares e ajuda a definir a quais tipos de exercícios o paciente terá melhor performance e o último mapeia predisposição a algumas doenças como doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol, Alzheimer e Parkinson, por exemplo.
Após a avaliação do resultado, a nutricionista começa a traçar estratégias personalizadas, chamada de programação metabólica. “Avaliando o painel genético, seja ele positivo ou negativo, podemos silenciar ou não um gene específico através da alimentação. Por exemplo, supondo que o paciente tem um gene negativo como o da dificuldade de metilação (que é, resumidamente, a sintetização de proteínas), nossa estratégia é adicionar alimentos grupo metil no organismo, e isso já seria uma programação metabólica. E aí podem entrar receitas como os shots que estão super em alta e ajudam na ingestão de nutrientes necessários a cada organismo”, finaliza Janaína.