Atualizado às 16h45
A Redação
A espera durou dez dias. Enfim, foi apresentado na tarde desta quinta-feira novo técnico esmeraldino, que chega com a árdua missão de tirar a equipe do atoleiro em que se encontra na Série B – depois de 7 derrotas em 10 rodadas. Como havia sido atecipado pela REDAÇÃO, na última terça-feira, Márcio Goiano, de 41 anos e ex técnico do São Caetano, assume o comando da equipe, ao lado do auxiliare Benevan Ribeiro e preparador físico Leandro Neto. O contrato firmado foi de um ano e Márcio Goiano deve ficar até o Goianão 2012.
Márcio teve carreira como jogador no Goiás, foi zagueiro e capitão nos anos 90 e chegou a comandar o time de base do Periquito, antes de treinar Figueirense e o Azulão.
A chegada de Márcio, depois de um prolongado processo de negociação junto ao Azulão, demorou mas valeu à pena,ao menos é o que assegura o gestor de futebol esmeraldino Kleber Guerra, antes das primeiras palavras do novo técnico do time.
“A liderança positiva do Márcio foi que nos levou a esperar, por mais de uma semana. É um profissional da casa, que conhece a estrutura e tem história no Goiás. Além disso, o recente acesso para a Série A com o Figueirense foi determinante”, explica Guerra.
Chá de camomila
Tranquilidade. Esta foi a palavra mais utilizada por Márcio Goiano em sua primeira entrevista, oficialmente como técnico do Goiás. Conforme fez questão de salientar em quase todas as respostas “é preciso nesse primeiro momento tranquilidade para trabalhar. Dar convicção e respaldo para o elenco nesse momento”, explica Márcio Goiano.
O novo técnico, ao lado de velhos companheiros de campo e agora na comissão técnica e gestão do clube, relembrou o ano de 1994, quando ele, Kleber Guerra, Benevan e outros vestiam o uniforme do Verdão. “Aquele foi o ano do renascimento, do ressurgimento, que veio depois resultar na sequência de títulos a partir de 1996. Estamos novamente em dificuldade e precisamos dessa volta por cima”afirmou.
Sequência
Márcio Goiano tomou como referência o exemplo da Ponte Preta, que na 10ª rodada da Série B de 2010, somava apenas 11 pontos. Nas nove rodadas restantes do primeiro turno obteve oito vitórias seguidas, chegando a 35 pontos e chegando às primeiras posições da tabela (mesmo no fim do torneio não ter conseguido o acesso). “Exemplos assim precisam ser trabalhados. Temos uma semana inteira para trabalhar até o próximo jogo, contra o Vitória. Uma vitória já é possível de retomar a confiança”, afirma.
Elenco
Sobre a atual capacidade do elenco, desancada pelo ex-técnico Artur Neto pouco antes da saída, o novo treinador não quis revelar nomes de reforços ou possíveis demissões, mas afirma que tem conversado com Kleber Guerra há mais de uma semana, pensando em reforços. “Conheço bem o grupo, pois estava na mesma série. Nós temos jogadores no grupo com carreira vencedora, que podem ser cobrados. Temos também jogadores jovens, que como falei, precisam receber tranqüilidade para mostrarem suas qualidades. Vamos incorporar mais pessoas, mas queremos fechar um grupo não pela quantidade, mas pela qualidade”.
Revolta da torcida
Márcio comentou sobre o clima turbulento, que marcou a chegada da delegação esmeraldina na noite de quarta-feira no Aeroporto Santa Genovena, em que torcedores protestaram e tiveram que ser contidos pela Polícia Militar.
“Conheço bem a torcida do Goiás. Sempre foi assim, sempre foi exigente. E até mesmo pela grandeza do time, que acostumou o torcedor a vitórias. O jogador tem que saber dessa cobrança, mas dentro de campo é que preciso reverter isso. Nosso primeiro objetivo, à curto prazo, é resgatar, ressurgir. Para depois buscarmos um objetivo mais ambicioso”
Depois de falar à imprensa, Márcio Goiano foi apresentado para o elenco e comandou o primeiro treino físico, no CT do Goiás, no Parque Anhanguera.