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Marconi negocia investimentos para Goiás em Cingapura

12.09.2011 - 17:40:15
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A Redação

A agenda da comitiva do governo goiano ao microestado de Cingapura, no sudeste asiático, começou nessa segunda-feira (12/9) com uma caminhada às 6 da manhã entre as ruas verdes da cidade. O governador Marconi Perillo visitou inicialmente a Temasek Holdings, sétimo maior fundo de investimentos do mundo. Na pauta da reunião, o governador mostrou detalhes sobre a capacidade de produção e exportação de Goiás que, pela vantajosa localização estratégica, forma o segundo maior eixo consumidor do país. O governador convidou a Temasek para parcerias na construção de um pólo tecnológico no eixo entre Goiânia e Brasília, onde se prevê uma demanda de cerca de 20 milhões de consumidores até 2030.  
 
Energia renovável
No encontro, Marconi pontuou que tem como foco a produção de energia limpa e renovável. Já considerado segundo maior produtor de etanol do Brasil e cogeração de energia elétrica a partir dos subprodutos da cana, a meta, segundo o dirigente, é transformar Goiás na maior plataforma de oferta energética do país. Gregory Curl, presidente do grupo, mostrou grande conhecimento sobre Goiás, já que foi parceiro comercial do Banco Itaú quando a empresa expandiu no Estado. Curl afirmou ser estudioso do crescimento econômico de Goiás e pediu ao governador informações detalhadas sobre a distribuição de energia em Goiás, principalmente sobre a oferta de ações da Celg – apresentada como uma das maiores empresas do Centro Oeste.
 
Marconi propôs ainda que os técnicos do Temasek estudem suas propostas para parcerias na construção de novos presídios, para a duplicação e exploração das quatro principais rodovias estaduais e também para o VLT (metrô de superfície) na Avenida Anhanguera, principal via da capital goiana. Os dirigentes do Temasek marcaram para novembro uma visita ao Brasil, com previsão de incluir Goiás nas negociações que farão com setores de interesse para o grupo. Os investidores também pontuaram seu interesse pelo setor imobiliário goiano e na exploração do crescente poder aquisitivo da região, através de shoppings centers.
 
Financiamentos
No encontro que manteve com dirigentes do Fundo de investimentos do GIC (que administra um capital investidor de US$ 330 bilhões), Marconi abriu novamente sua pasta de projetos, com destaque para obras de infraestrutura, geração de energia renovável e produção agrícola de alta produtividade. O GIC faz segredo sobre os valores dos investimentos, mas revela sua participação em muitos negócios na América Latina, principalmente com títulos acionários governamentais – incluindo papéis da dívida brasileira. Uma parte dos investimentos está no mercado de capitais há cerca de cinco anos, onde ¾ do investimento envolvem o financiamento de projetos imobiliários e de infraestrutura.
 
Hoje, o GIC planeja abrir escritórios no Brasil para trabalhar no mercado financeiro no mesmo fuso horário das Américas, já que há uma diferença de mais de dez horas entre o Brasil e qualquer região da Ásia. Marconi agiu rápido e já fez o convite para que a escolha seja por Goiás, o que o levou a responder a várias perguntas sobre proposta de desestatização e parcerias privadas no setor de energia, saneamento e infraestrutura. O governador Marconi apresentou detalhes numéricos sobre a realidade operacional e possibilidade de mercado da Celg, com ativos de R$ 6 bilhões, faturamento anual de R$ 3 bilhões e monopólio regional na distribuição de energia. Também foram entregues dados sobre a produção goiana de etanol, onde grupos multinacionais como Shell, British Petroleum e Petrobras já investem pesado.
 
Pólo tecnológico
Segundo a assessoria da comitiva, o que mais chamou a atenção do governador Marconi Perillo na visita foi a surpreendente história de crescimento do pólo tecnológico de Souzhou, na China, construído em parceria com Singapura. Em menos de duas décadas, Suzhou tem 84 multinacionais estrangeiras em uma lista de 500 empresas asiáticas e se tornou o mais importante negócio imobiliário do mundo. O governador Marconi Perillo mostrou detalhes sobre o que chamou de zona franca do Centro-Oeste (referência ao porto seco de Anápolis), com perfil geológico, econômico e político semelhante ao que se buscou para a implantação de Suzhou.  Marconi manifestou franco interesse em abrir entendimentos para uma parceria com Singapura que – não podendo mais crescer ou desenvolver além de sua ilha -, se tornou uma exportadora de projetos para desenvolvimento.
 
Comércio Exterior
A agenda em Cingapura também incluiu o IE Singapure – grupo especialista no incremento do comércio exterior. É uma marca registrada de Cingapura – que não produz nada, mas transforma produtos do mundo inteiro e é a principal porta de entrada para o numeroso mercado asiático. O IE Singapure investe nos países produtores e amplia a capacidade de exportação de cada um deles. Em 10 anos, teve um aumento de 337% no comércio bilateral entre o grupo asiático e o resto do mundo, inclusive com o Brasil. Para o entreposto de Cingapura, o Brasil é o terceiro maior fornecedor entre os países latinos, atrás de Venezuela e Panamá.Marconi abriu negociações para assessoria do grupo aos projetos exportadores goianos, já de olho no Fórum Empresarial de Singapura, marcado para o dia 5 de outubro. “Nenhuma empresa com foco na Ásia pode ficar de fora deste evento”, afirmou o governador.
 
Rodovida
O programa de reconstrução rodoviária de Goiás, o Rodovida, foi o principal tema do encontro entre Marconi Perillo e Jayme Rincon (Agetop), com o ST Engineering, um dos principais conglomerados de Cingapura, com quatro grandes grupos de atuação, que inclui a área espacial, portuária, tecnologia e eletrônica, responsáveis pela implantação da invejável infraestrutura de Cingapura. No Brasil, o grupo tem negócios com a companhia aérea TAM, para a manutenção das aeronaves em operação. 
 
A busca da Agetop, segundo Rincon, é por novas tecnologias que aumentem a eficiência e diminuam os custos das obras rodoviárias. O ST ofereceu parceria através da Goiana DCCO, que aparece no mercado brasileiro com a marca Cummins, sediada em Goiânia.  A empresa opera com motores e guindastes e é forte investidora em ações de marketing ligada ao mercado regional. Com o presidente da Agetop, ficou combinada realização de testes com equipamentos pesados da companhia, que se apresentam como capazes de ampliar a eficiência do programa RodoVida. Jayme Rincon acredita que a experiência em logística de Singapura, que hoje é adotada como exemplo de todo o mundo, é a principal cobiça dos gestores de obras, que sempre trabalham com recursos limitados e demanda crescente. 
 
 
 
 
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por Redacao Jornal

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