Nádia Junqueira
Goiânia – A Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, pediu ao governo do Estado de Goiás a elucidação dos casos de violência contra os moradores de rua, além de outros registrados em Goiânia.
O pedido foi feito durante reunião que aconteceu em Brasília no último dia 22/11 entre o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH e o governador Marconi Perillo.
O governador estava acompanhado pelo secretário de Segurança Pública e Justiça, Joaquim Mesquita, pelo Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Edson Costa Araújo e delegada-geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República no entanto, não vai intervir nessa situação.
“A SDH/PR vê com preocupação a onda de homicídios praticados contra pessoas em situação de rua. Não haverá intervenção! Estamos numa República Federativa e os estados e municípios são entidades autônomas”, disse o Coordenador-Geral da Coordenação de Direitos Humanos e Segurança Pública, Wellington Pantaleão.
No entanto, ele disse que a Secretaria oficiou que diversas autoridades do governo estadual e prefeitura e pede que os crimes não fiquem impunes e sem resposta.
O secretário de Segurança Pública e Justiça afirma que o governo determinou apresentar, com prazos, relatos de providências a serem tomadas nesse caso.
“Não compactuamos com a atitude desses membros da corporação e não vamos aceitar isso”, disse o secretário se referindo aos políciais militares suspeitos de executar moradores de rua.
O Soldado Rogério Moreira Silva foi preso no último dia 15 suspeito de executar assassinar um dos moradores. Em 2008 ele já esteve preso acusado de homicídio contra moradores de rua, mas não foi julgado.
A Polícia Civil investiga a participação de outros policiais militares nesses assassinatos.
“O Coronel Edson (Costa Araújo) está acompanhando junto à corregedoria para que investigue os casos e punam os policiais envolvidos”, disse o secretário que afirma que a maioria da corporação está empenhada em cumprir sua função.