Rio – O esperado era que 500 mil pessoas fechassem o "carnaval estendido" carioca de 2013 ao som do Monobloco, no coração comercial do Rio de Janeiro, na Avenida Rio Branco, mas, segundo estimativa da polícia militar, o número foi bem menor do que este, na casa dos 100 mil. A organização do evento e a Riotur, contudo, contabilizam meio milhão de participantes.
"O Carnaval do Rio ficou grande demais. O pessoal gastou a energia nos outros blocos e não sobrou para ao Monobloco", avaliou a vendedora ambulante Cátia Sobral. Nem por isso, a festa foi menos bonita do que a de anos anteriores. Em vez das fantasias cada vez mais criativas que passaram a ser a marca dos blocos do Rio, a maioria dos foliões preferiu trajes mais frescos para brincar neste que já é reconhecido como "a chave de ouro" a encerrar a folia carioca.
O clima foi de tranquilidade, inclusive com a participação de crianças. A bateria de 200 percussionistas embalou a brincadeira de 9h às 13h, no trecho entre a Avenida Presidente Vargas até a
Cinelândia, no centro da cidade. No repertório, de Jorge Benjor a marchinhas tradicionais de carnaval, músicas que já fazem parte das apresentações do Monobloco. Neste ano, deram uma canja o cantor pernambucano Lenine e a sambista Roberta Sá, casada com Pedro Luís, líder da banda. Logo em seguida à festa, um novo grupo tomou conta da Avenida Rio Branco, a de garis da Comlurb, empresa estadual de limpeza urbana. Alvo de crítica no carnaval carioca neste ano, desta vez a Comlurb foi rápida em retirar os restos da folia. (Agência Estado)