Larissa Lessa
O Ministério da Saúde enviou notificação à Secretaria Estadual de Saúde (SES) que alerta para a morte de quatro macacos no município de Arrais (TO). A cidade faz divisa com Campos Belos, Cavalcante e Monte Alegre, no nordeste de Goiás. A morte de macacos é considerada pelos agentes de saúde o primeiro indício de circulação do vírus da febre amarela.
Até agosto deste ano, a SES contabilizou mortes de nove macacos em Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão e Mossâmedes. Exames laboratoriais estão sendo feitos no Instituto Evandro Chagas, no Pará, para verificar se as mortes tiveram relação com a febre amarela. A doença ocorre de forma cíclica, a cada cinco ou sete anos de intervalo. O último surto em Goiás foi registrado entre 2007 e 2008, quando 24 casos foram confirmados em humanos, além de morte de macacos em 93 municípios do estado.
A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença, que tem validade de 10 anos. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Os sintomas da doença são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).