A Redação
Goiânia – O Museu Pedro Ludovico, uma das unidades museológicas da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult), completa 35 anos neste domingo (25/9). Antiga residência de Pedro Ludovico Teixeira, o local abriga a história de Goiânia, de seu fundador e de sua família. Para comemorar a data, a Secult vai promover, neste sábado (24/9), uma edição especial do projeto Café com Pedro.
O coordenador do museu, Pedro Henrique Campos de Santana, fará uma palestra com o tema “Um Café e 35 anos de prosa: a celebração da diversidade cultural da cidade de Goiânia”. A atividade acontece das 10h às 12h e é voltada para toda a comunidade. A participação é gratuita. A ação integra a programação da 16ª Primavera dos Museus, iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus com o objetivo de divulgar e valorizar os museus brasileiros, incentivando a visitação e promovendo a importância desses espaços junto à sociedade.
O Museu Pedro Ludovico
O Museu Pedro Ludovico apresenta-se na história arquitetônica de Goiânia, e principalmente, na memória de sua construção e fundação, como um grande marco da modernidade anunciada e símbolo da ruptura com o passado colonial da antiga capital de Goiás. A construção em art déco foi realizada entre 1934 e 1937, mediante a execução do projeto de Atílio Corrêa Lima, renomado arquiteto e urbanista responsável pelo projeto da nova capital do Estado. Em 1987, o então governador do Estado, Onofre Quinan, autorizou a compra da casa do ex-governador. Assim, a Lei nº 8690, de 25 de setembro de 1979, autorizou o governo a implantar o Museu Pedro Ludovico, cuja criação se deu por um decreto de 1987.
O acervo do museu conta com mais de 8 mil documentos pessoais e políticos e quase duas mil peças diversas do mobiliário e objetos pessoais. O acervo fotográfico é composto por mais de mil fotografias sobre fatos históricos de Goiânia e do Estado. A biblioteca possui 500 volumes diversos. Alguns itens peculiares do museu despertam a atenção do visitante, como a máscara mortuária de Pedro Ludovico e uma vitrola que reproduz uma das músicas preferidas do ex-político goiano, o tango La Cumparsita. A música inclusive foi executada durante o funeral dele, a pedido do próprio Ludovico.
Outra curiosidade do museu é que um dos netos de Pedro Ludovico, Luiz Carlos Teixeira Bahia, trabalha no local como mediador há mais de 30 anos. “Luiz morou com os avós na década de 1970, e depois que a casa virou museu, ele retornou para trabalhar conosco. Alguns visitantes vêm aqui só para conhecê-lo”, conta Pedro Henrique Campos de Santana, coordenador do Museu Pedro Ludovico.
Pedro ressalta que assim como é importante comemorar o aniversário da capital goiana, também é de extrema importância celebrar a existência da instituição que foi criada para ser o Museu da cidade de Goiânia. “Sendo o museu da cidade de Goiânia, o Museu Pedro Ludovico tem o importante papel de não apenas contar a história da fundação da cidade, mas também ser referência histórica e cultural para todo cidadão goianiense e também a comunidade que escolheu viver aqui. O museu serve de base para que o passado da cidade e do estado sejam conhecidos, o presente seja compreendido, e o futuro seja planejado”.
Atualmente, o museu recebe cerca de 200 visitantes por dia e oferece visitas guiadas por profissionais especializados em história goiana. A visitação ocorre, gratuitamente, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 12h e das 13h às 17h.