Goiânia
– A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG) prepara duas musicistas que farão mestrado na Europa. Os destinos dos integrantes da OSJG são Alemanha, Portugal e Inglaterra. A percussionista Jacqueline Dourado e a flautista Sara Orioli continuarão a carreria nos estudos e experiência após aprovação em programas de pós-graduação fora do Brasi.De acordo com a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, a carreira de músico profissional é o sonho de muitos jovens. "Mas para que esse sonho seja realizado é preciso muita dedicação e uma rotina que possibilite, ao longo do tempo, aprendizado e evolução na área", descreve a OSJG.
A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, inciativa da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, tem histórico de 20 anos de preparação de jovens que despertam o interesse em construir uma carreira na música. A percussionista Jacqueline Dourado fará mestrado na Alemanha. Já a flautista Sara Orioli irá para Portugal e Inglaterra.
Currículo
Jacqueline Dourado, 26, iniciou a carreira na música aos 12 anos em uma banda marcial de Goiânia (GO). Após alguns anos, começou o curso de Teoria e Instrumento no Basileu França, com o professor Walace Patriarca, e passou a tocar em alguns Grupos Sinfônicos da Instituição.
“Durante essa passagem pelo Basileu, eu iniciei o curso de Bacharelado em Percussão pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com o Professor Fábio Oliveira. Formei no ano de 2018 e agora em 2021 eu inicio o mestrado na Escola de Música e Dança de Colônia, na Alemanha. O mestrado terá a duração de dois anos, podendo ter uma extensão de mais seis meses”, detalha Jacqueline.
Além disso, Jacqueline Dourado conquistou o 3° lugar no concurso de Percussão Orquestral, nível nacional, da PAS (Sociedade das Artes Percussivas) Brasil e participou do Festival de Campos do Jordão (SP), em 2018, do Festival Sesc Pelotas (RS), em 2020, e dos Festivais de Música da UFG, entre os anos de 2014 e 2018, todos como bolsista.
Também atuou como musicista convidada na Orquestra Sinfônica de Goiânia (OSGO) e na Orquestra Filarmônica de Goiás (OFG), com a qual participou de diversas turnês nacionais e de gravações de CDs. A jovem ainda realiza um projeto de Duo com o percussionista Khesner Oliveira, pelo qual publicaram um CD nas plataformas Spotify e YouTube, em 2019. E participa de outros projetos com o grupo Música Íntima, além de ser musicista do Proyatê Produtora Cultural.
Longa trajetória
Por sua vez, a flautista Sara Orioli, 28, possui uma longa trajetória na Orquestra Jovem. A musicista iniciou na área aos 8 anos, no Centro Livre de Artes, em Goiânia. Primeiramente, começou a tocar piano e, aos 15 anos, passou a tocar flauta, quando ingressou na OSJG. Dois anos depois, iniciou o curso de Licenciatura em Música, na UFG e, logo após ter se formado, ingressou no curso de Bacharelado em Flauta, na mesma instituição de ensino.
Para a flautista, é de extrema importância a passagem do músico que almeja a carreira profissional por uma orquestra jovem. “É imprescindível. Se você quer entrar em uma orquestra profissional, você tem que entrar em uma orquestra jovem primeiro. Isso aconteceu comigo. Em 2018 eu ingressei na Orquestra Sinfônica de Goiânia (OSGO), que é profissional, e eu tenho certeza de que a minha experiência na OSJG foi um fator determinante para eu conseguir essa vaga. Eu cresci muito dentro da Orquestra”, observa.
Sara Orioli foi aprovada para cursar mestrado em três instituições internacionais: Universidade de Évora, em Portugal, University of Hull e na Royal Holloway University of London, ambas na Inglaterra. A jovem, que almeja ir primeiramente para Portugal, revela-se ansiosa para iniciar o curso, cuja duração é dois anos.
“Eu estou muito animada. Já estou matriculada e vou começar em setembro. Por causa da pandemia e por vários fatores, principalmente pela questão financeira, iniciarei à distância. Estou juntando dinheiro para custear as despesas, pois eu conquistei uma bolsa que irá cobrir somente as taxas da Universidade”, revela.