Rio de Janeiro – Compenetrado, medindo bem as palavras e ladeado pelo auxiliar técnico Cleber Xavier e pelo coordenador Edu Gaspar, o técnico da seleção brasileira, Tite, concedeu uma entrevista coletiva que durou 47 minutos nesta segunda-feira (3/6). E o assunto quase na íntegra foi Neymar.
O treinador não fez uma defesa direta do atacante – que está sendo acusado de estupro -, mas disse que "não pode julgá-lo". O técnico ainda afirmou que o jogador é "imprescindível tecnicamente", mas complementou que isso não significa que seja "insubstituível".
Tite sabia que seria bombardeado por perguntas sobre seu principal atacante, assim como já acontecera no dia da convocação, quando a temática foi a agressão a um torcedor quando estava defendendo o Paris Saint-Germain. Dessa vez, contudo, ele agiu diferente: respondeu a todas as perguntas, mas não se aprofundou em nenhuma delas no momento em que o jogador é alvo de acusação de estupro.
"Primeiro eu sei da importância do assunto, sei da real dimensão. Sei também que o assunto é pessoal e tem um tempo para que as pessoas possam julgar os fatos. Eu não vou julgar", disse Tite. "Os assuntos que nós tratamos, pessoais, foram leais. Eu não posso julgar." Dizendo-se "em paz", Tite classificou Neymar como "extraordinário jogador de futebol".
E foi além. "Tecnicamente ele é imprescindível (à seleção)", afirmou o treinador. Depois, completou: "quando a gente fala imprescindível, não quer dizer insubstituível".
Paciente – mais do que na entrevista que deu no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa América -, Tite argumentou que seu foco na Granja Comary não é apenas o atacante.
"Entendo que vocês tenham a busca de informações, mas quero que vocês entendam também que meu foco é a preparação de um grupo de 23 para enfrentar o Catar", declarou, citando o amistoso desta quarta-feira, em Brasília. (Agência Estado)