Contemporâneo de nomes de peso da arquitetura e decoração nacionais como José Zanine Caldas, Joaquim Tenreiro, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, escreveu sua história de maneira ímpar.
Nas décadas de 1950 e 1960 apresentou ao mundo o potencial do design brasileiro, conseguindo imprimir em suas peças o conceito de brasilidade.
Sua peça mais conhecida é a Poltrona Mole, criada em 1957, executada em madeira jacarandá e estofamento em couro, possui traços atemporais e é desejada por 10 entre 10 admiradores e amantes do design.
A peça foi premiada em 1961 no Concurso Internacional do Móvel, em Cantù, na Itália e este prêmio fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil.
Seu traço é tão marcante que a poltrona, além de ícone do design brasileiro, integra o acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York.
O mobiliário foi batizado com nomes que fazem alusão à sua vida ou a sua carreira, como o cabideiro Bigode (à esquerda) , criado por Pedro Useche, e a namoradeira Arraia. À época, Rodrigues compareceu aos eventos de apresentação da coleção Desenhos para o Designer e manifestou sua alegria pelas peças terem sido criadas aliando os conceitos de brasilidade e funcionalidade.
Sergio Rodrigues acreditava que o móvel não era só uma figura, não era só o material de que a peça era composta. Ele acreditava que o móvel tinha essência, tinha espírito. Para ele era o espírito brasileiro. Era o móvel brasileiro.
Para saber um pouquinho mais de Sergio Rodrigues por Sergio Rodrigues, assista a um episódio do programa Casa Bonita, do Canal GNT: