O pânico é um estado mental que contagia não somente quem está próximo, mas também pessoas conectadas às redes sociais, canais de televisão e qualquer outra forma de comunicação tecnológica. O ser humano, por ser uma espécie que vive em grupo, tem maior facilidade em contagiar e se contagiar por fortes emoções. Hoje, a Ciência já descobriu que quanto maior o vínculo entre pessoas, maior é o contágio psíquico entre elas, por isso um indivíduo ri quando outro ri, chora quando o outro chora, sente fome, ânsias, etc..
O estado de pânico é uma condição primitiva, ou seja, assim como em todos os animais, ele garante desde sempre a sobrevivência do indivíduo ou do grupo. No ser humano, por possuir uma consciência mais desenvolvida, o pânico não surge somente da forma instintiva "ação-reação", como um cão fugindo do carro. O pânico passa a ser um estado mental em que o indivíduo ou grupo acaba por permanecer em estado constante de pânico, se estimulado. Parte da grande mídia, com suas notícias sensacionalistas, cumpre o papel de trazer esse estado de pânico para a população ininterruptamente, que por sua vez, acaba por contagiar outros indivíduos por meio das redes sociais, gerando um efeito epidêmico de pânico.
O contágio de pânico não acontece somente hoje, diante da epidemia do coronavírus. Basta lembrar as filas intermináveis da vacina da febre amarela, a procura por gasolina na greve dos caminhoneiros, ou então, de casos como a novela de Orson Welles cuja transmissão radiofônica gerou um contágio de pânico sem igual, levando as pessoas que se contagiavam à morte súbita, suicídios, saques generalizados, entre outras situações.
Diante disso, o que a população pode fazer? Obter informações consistentes e reais, nos portais e canais comprometidos com a verdade, e consultar profissionais de saúde, a fim de se precaver. O pânico gerado por leigos, neste caso, serve somente para atrapalhar uma situação que já é complexa.