Raisa Ramos
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Dia das crianças é um dia bem eclético. Há
pais que dão presente, outros que acham essa data uma mera estratégia do
comércio para lucrar mais em um mês de poucas vendas e se recusam a
presentear. Há crianças que querem os clichês de sempre: boneca, se for menina; carrinho, se for
menino; e há aquelas que, frutos da geração movida a Steve Jobs, querem
produtos eletrônicos. Apesar das diferenças, uma coisa é certa: 12 de outubro é
muito mais comemorado por causa dos pequeninos do que por causa de Nossa
Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e responsável pelo feriado da data.
Outra ecleticidade do dia.
A psicóloga Gisele Curado já tem três
filhos – o mais velho, inclusive, tem mais de 20 anos e cursa regência musical
na Universidade de Brasília (UnB) -, mas mesmo assim, até hoje, ganha presente
da mãe no Dia das Crianças. “Minha mãe dá presente para todo mundo”,
diz rindo. Sem timidez e bem-humorada, Gisele confessa que a lembrancinha deste ano que ganhou da mãe é
um conjunto de calcinha e sutiã. “Antigamente eu costumava ganhar boneca,
essas coisas. Sempre era brinquedo”, recorda.
Já na casa da psicóloga, a filha caçula, Mariana de Oliveira, de 11 anos, é
a única a ganhar presente de Gisele até hoje. A sortuda disse que não gosta mais
de Barbies, “já está velha para isso”. Prefere receber dinheiro.
“Às vezes guardo o dinheiro”, contou, mostrando seu lado responsável.
Gisele confirma: “Ela sempre tem um dinheirinho guardado. Às vezes levo a
Mariana para escolher presente e estipulo um limite de valor. Se ultrapassa,
ela completa com o dinheiro dela”. Ai, ai, essas crianças modernas!
Vontades
Com apenas 8 anos, João Victor Barbosa já é viciado em computadores. Pediu para
o pai, o tio e o avô a mesma coisa: jogos de videogame. A avó, Angélica Salgado,
lembra que a data era pouco comemorada quando ela era pequena. “Eu não
ganhava presente, não tinha essa oportunidade, passava em branco mesmo. Até em
aniversário, não lembro de ganhar presente”, recorda. O que faltou na
infância da avó, sobra na vida do neto. Além dos jogos, João Victor também
ganhou um peixinho de verdade e o batizou de Harry Potter, um de seus
personagens preferidos.
Assim como Angélica, Celsa Maria Monteiro
da Silva também não ganhava presentes na sua infância. “Aquela época era
difícil. Morávamos na fazenda e era uma data como outra qualquer. Lembro só de
uma vez que ganhei uma boneca. Mas éramos nove irmãos. Pensa comprar presentes
para essa garotada toda! Não dava”, relembra. Hoje ela faz questão de
presentear as duas filhas, que já até sabem o que querem ganhar. Isadora, a
mais nova, com 8 anos, esperava ganhar neste feriado a Gatinha Marie, uma das personagens do desenho Aristogatas, da
Disney. “Ela é linda porque é branquinha e tem um
lacinho cor-de-rosa”, contou com voz doce e inocente.
Já Isabela, com 12 anos, gostaria de um novo celular.
“O meu está velho e queria um mais incrementado”, declara pré-adolescente. As meninas dividem
a casa com o primo Ícaro, de 10 anos, que estava torcendo
para ganhar um carrinho de controle remoto. Apesar do desejo cheio de
tecnologia, Ícaro recorda do presente que mais gostou de ganhar até hoje:
“Foi um cachorro. Chamava Fofinho porque minha vó que me deu, e eu chamo
ela de Fofinha”. Fofinho infelizmente fugiu quando o menino foi passar uns
dias na casa do pai, o que não deve acontecer com o carrinho de controle
remoto.
Histórico
A data foi criada, por incrível que pareça, em
1920, mas passou a ser comemorada apenas em 1960, quando empresas de brinquedos
passaram a fazer promoções da época para aumentar as vendas. O Dia Mundial das
Crianças, contudo, reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), é
oficialmente registrada no dia 20 de novembro, data em que foi aprovada a
Declaração dos Direitos das Crianças, em 1959.
Mas não é só o Brasil que estipulou outra
data para a comemoração. Portugal, por exemplo, celebra os cidadãos mirins em
1° de junho; os Estados Unidos, em 3 de junho, podendo variar de estado para
estado; o Japão divide por sexo: as meninas comemoram em 3 de março e, os
meninos, em 5 de maio; na Suécia, o dia é marcado para a primeira segunda-feira
de outubro, assim como em Trinidad; os países da África Central, como Congo,
Camarões, São Tomé e Príncipe, aproveitam o Natal, 25 de dezembro, para
homenagear todas as crinças, além do menino Jesus. Interessante, né?