A rede social que mais diverte depende muito da fase da vida que estou passando. Tive o grande momento Orkut, como todo brasileiro conectado à internet no início da década passada. Inclusive acredito que existem pontos do Orkut que ainda não foram superados.
A sistematização do debate por meio de comunidades, lógica herdada dos fóruns, ainda é imbatível. Nem Facebook ou Twitter conseguiram fazer melhor. Mas isso é assunto para outro artigo. Deixe-me continuar o que estava falando antes.
Depois veio o Twitter avassalador. Aquele mar de informação, piada, furo jornalístico, interação… Tudo limitado a 140 caracteres foi arrebatador. Fui seduzido. Meio que comendo pelas beiradas e após se impondo tal qual uma metástase, veio o Facebook.
Com vários mecanismos que ainda não compreendo e possibilidades interessantes de personalização, os caras ganharam a geral – eu incluso.
O mundinho hipster do Instagram também teve seu momento de força no meu cotidiano. Mas tal qual veio, se foi. Não sou um bandeirante de redes sociais, só chego nelas depois de bem consolidadas e que vários amigos tenham me recomendado.
Logo, não sei das outras que surgem todos os dias, apesar dos insistentes e-mails variados me chamando para perder mais tempo em frente ao computador.
Ultimamente, está sendo divertido redescobrir a zoação do Twitter. Algumas frases que pesco ali, muitas vezes até ignorando o autor por conta da pulverização natural da rede social e também da fragmentação de raciocínio por estarmos sempre fazendo mil coisas junto de acessar as redes sociais, são legais além da conta.
O poder da piada condensada em uma frase é a grande sacada dessa rede. Como só os grandes do humor da história conseguem fazer.
Por exemplo, algum gaiato comentava sobre o número agora maior de usuários de WhatsApp do que o Twitter. Com a delicadeza de um viking invadindo Roma, o cara disse: “Se é tão mais abrangente, por que eu fiquei sabendo disso aqui no Twitter e não por mensagem?”.
Não me recordo se foi exatamente isso, mas foi algo nessa linha. Impossível não rachar a cara de rir com tamanha espontaneidade em uma frase tão direta, tão na veia.
Não tenho um olhar muito visual, as fotos não me impactam tanto quanto o texto. Sou de outra geração, com outra formação, de outra escola. As imagens no Twitter não têm o mesmo poder quanto em outros ambientes virtuais.
No Facebook, elas crescem. No Instagram, são a razão da própria existência. No Twitter, são apenas um link. Exige uma proatividade do internauta de clicar, esperar carregar e sacar a imagem. Ela não pula na cara como em outras redes. Isso me interessa mais.
Mas só até eu novamente cansar e migrar para outro mundinho. Eles são tantos na internet que a promiscuidade deveria ser instituída como regra. Enquanto não fico entediado, vamos apreciando a próxima piada curta de um galhofeiro em 140 caracteres.