Logo

Oslo, jeg elsker deg

28.07.2011 - 12:16:48
WhatsAppFacebookLinkedInX

 

 
Paris, Milão, Londres? Nada disso. A escolha foi Oslo, capital da Noruega. Hein? Onde fica isso? Confesso um pouco da minha ignorância geográfica quando fui surpreendida pela minha irmã de que o nosso destino de final de semana seria a capital de um dos países escandinavos.
 
Não conhecia nada sobre a cidade, então nem sabia o que esperar, a não ser frio, muito frio, porém estar no verão me tranquilizava um pouco. Quando chegou o dia de partirmos não estava nenhum pouco empolgada para deixar a Dublin dos pubs e baladas rumo à desconhecida Oslo.
 
Aterrissando no aeroporto Rygge (quem for, ficar atento, pois é fácil confundir, já que Oslo tem outros dois aeroportos: Torp e Gardmoen) previ que a viagem seria entediante: na imigração, a atendente muito educada, mas fria como uma pedra (mal de quem trabalha em imigração?), o aeroporto menor que o nosso “queridinho” Santa Genoveva, porém, muitíssimo organizado (ainda não sabia da existência dos outros dois), nada de casa de câmbio (a Noruega rejeitou duas adesões à União Européia, portanto lá não se usa o Euro e sim o Kroner Norueguês, chamado de NOK, e você precisa de milhões deles para qualquer coisa). Enfim, pegamos um shuttle, que nos levou até a estação de trem e de lá seguimos rumo a Sentralstajon.
 
Começou aqui a minha história de amor com aquele país nórdico. A viagem de uma hora de trem do aeroporto ao centro da cidade é fantástica. No caminho você enxerga um mar tranqüilo e azul marinho, as fazendas de plantações de aveia, as fazendinhas de criação de gado estabulado (são muito pequenas e muito parecidas com aquela cena do aparelho de medir pressão ocular), as casas todas de madeira, muito parecidas umas com as outras.
 
Na estação central é tudo muito moderno, a maioria das pessoas fala inglês (já que norueguês é algo entre o grego e o japonês), todos são muito educados (não disse agradáveis, comos os irlandeses, mas educados) e pegando um mapa na central de informação turística (existe uma em cada região da cidade) é possível conhecer bem o lugar. Saindo de lá, pela avenida principal da capital norueguesa, Karhl Johans Gate, você já percebe a riqueza do país, as ruas largas e os meio-fios e faixas de pedestres feitos de granito, as principais grifes do mundo, os cafés bem charmosos (todos com pashminas nas cadeiras de fora para proteger os clientes do frio), fontes e esculturas por onde quer que você olhe, tulipa de todas as cores (inclusive negras), todos os prédios muito antigos e muito bem conservados e repaginados internamente. Seguindo esse trajeto, passa-se pelo Parlamento (Stortinget), pelo Teatro Nacional, pela Faculdade de Oslo.
 
Ao final da Alameda, vi um dos cenários mais belos da minha vida: no meio de um lindo parque, o Palácio Real (com a bandeira vermelha hasteada, sinalizando que o Rei estava lá). Isso tudo com um sol brilhante, às dez horas da noite.
São centenas de museus na cidade. Impossível conhecer a metade deles em um único fim de semana. Arte e cultura para os noruegueses são essenciais, junto deles, várias bibliotecas e outras exposições temporárias. O prédio que abriga a Ópera e o Ballet Nacional é um dos projetos de arquitetura mais premiados do mundo. A Casa do Nobel da Paz abriga uma exposição multissensorial onde você é capaz de ver, sentir e escutar tudo sobre Alfred Nobel e os ganhadores do prêmio mais prestigiado do mundo, te desperta emoções incríveis.
 
Não vi pobreza em Oslo. O que vi foi uma sociedade muito rica, muito culta e muito patriota. Até as crianças carregam a bandeira do país em suas bicicletas. A notícia do atentado me assustou, já que nos meus dias por lá não foi possível perceber nenhuma crise entre governo e população, diferente do que se percebe em Portugal, por exemplo. Creio que foi um caso isolado, de um extremismo exacerbado que não voltará a acontecer.
Sobre a capital norueguesa, digo que a primeira impressão não é a que fica e que, se for possível, lá estarei eu de novo. E não tardará.
 
P. S.: Jeg elsker deg significa eu te amo, em noruguês.
 
Carolina Pereira é presidenta do PMDB Jovem de Goiânia
 
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Carolina Pereira

*

Postagens Relacionadas
José Israel
28.02.2026
Canetas emagrecedoras e pancreatite

O debate em torno das chamadas canetas emagrecedoras ganhou um novo e relevante capítulo com a divulgação, por parte da Anvisa, de dados sobre casos suspeitos de pancreatite e óbitos potencialmente relacionados ao uso desses medicamentos no Brasil. Embora os números ainda não permitam conclusões definitivas, eles desempenham um papel crucial ao acender um alerta […]

Mara Pessoni
28.02.2026
É possível solicitar um visto para os EUA apenas para assistir a um jogo do Brasil na Copa do Mundo?

É perfeitamente possível solicitar o visto americano para assistir a apenas um jogo da Copa do Mundo de 2026. Na verdade, grandes eventos esportivos são motivos comuns e legítimos para viagens de turismo. Como você já atua na área de imigração, sabe que o desafio não é a justificativa em si, mas a demonstração de […]

Roberta Muniz Elias
27.02.2026
Infância Sem Atalhos: Proteção Total

Diante da ampla repercussão pública nos últimos dias sobre o julgamento no TJ/MG, a proteção da dignidade sexual de crianças e adolescentes voltou a ocupar o centro do debate. Decisões judiciais que, de forma equivocada, tentaram relativizar a aplicação do art. 217-A do Código Penal – dispositivo que tipifica o estupro de vulnerável – suscitaram […]

Décio Gazzoni e Antônio Buainain
25.02.2026
O papel do engenheiro agrônomo na realidade contemporânea

O Acordo entre o Mercosul e a União Europeia significa um marco histórico nas trocas comerciais no mundo, pela amplitude de países, população e valores financeiros (PIB e trocas comerciais) envolvidos. É um exemplo acabado da realidade comercial contemporânea. Do ponto de vista da União Europeia, as vantagens apontam especialmente para uma abertura de mercado […]

Leonardo Ribeiro
24.02.2026
Quaresma: rumo ao deserto para escutar e viver

Com a graça de Deus iniciamos, unidos com a Igreja, o Tempo da Quaresma. Como todos os anos, neste período de quarenta dias, somos convidados a mergulhar com intensidade e coração aberto neste tempo propício de revisão de vida e conversão pessoal. A própria Liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, […]

Ricardo Menegatto
17.02.2026
Prejuízos causados por eventos climáticos: quais são os direitos do consumidor?

Os alertas da Defesa Civil sobre tempestades severas tornaram-se parte da rotina de moradores de São Paulo e de diversas capitais brasileiras. Com eles, cresce também a apreensão quanto à possibilidade de quedas de energia elétrica e aos prejuízos que podem atingir residências, comércios e até a saúde de pessoas que dependem de equipamentos essenciais. […]

Carla Conti
14.02.2026
Educar com consciência planetária é um compromisso com a vida

A universidade é, historicamente, a casa do conhecimento. É nela que se formam profissionais de todas as áreas e onde se outorgam diplomas que autorizam a atuação no mundo. Mas esse gesto formal carrega uma responsabilidade que vai muito além da formação técnico-científica. Em um cenário marcado por crises ambientais, desigualdades sociais persistentes e pelo […]

Anna Carolina Cruz
13.02.2026
O tempo que não temos

Há dias em que a alma pede silêncio. Não o silêncio da ausência de barulho, mas o silêncio da consciência que desperta. Tenho pensado muito na forma como estamos vivendo. Corremos como se houvesse um incêndio permanente, como se cada mensagem ou e-mail não respondido fosse o fim do mundo, como se cada prazo fosse […]