A Redação
Goiânia – No dia 20 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Osteoporose, doença metabólica silenciosa no tecido ósseo caracterizada pela perda gradual de massa que enfraquece os ossos. No Brasil, já são 10 milhões de pessoas com a doença e, segundo o médico ortopedista do Centro de Ortopedia Especializada (COE Goiânia), Regis Castro, nos últimos anos houve aumento de casos no mundo, fato que se dá pelo aumento da expectativa de vida da população.
“Nossa pirâmide de faixa etária mudou seu padrão e se alargou. Existem mais pacientes idosos do que existia há 20 anos e até 2050 é estimado aumento de 32% nos casos de osteoporose, além de aumento nas fraturas de fêmur. Hoje em dia, uma em cada três mulheres acima de 65 anos tem osteoporose – principalmente as mulheres brancas -, e acima dos 75 anos, o número chega a mais de 60%”, afirma o médico ortopedista.
A condição que deteriora a microarquitetura tecidual e que os torna finos e frágeis e suscetíveis às fraturas é uma enfermidade bastante conhecida, mas diagnosticada tardiamente, na maioria dos casos apenas quando o paciente já sofreu alguma fratura, sua principal complicação. Muitas vezes, nos estágios iniciais, a perda de massa óssea não causa sintomas. Por isso, pessoas dos grupos de risco precisam consultar um médico ortopedista regularmente para avaliar a saúde óssea.
Grupos de risco
“Pessoas brancas, com histórico de doença osteoporótica na família, que fazem uso de corticoide ou outras medicações que inibem a produção de osteoclastos ou osteoblastos e que fazem uso corriqueiro de álcool ou tabagismo são alguns casos que pode se suspeitar”, pontua Regis Castro. As fraturas osteoporóticas são fratura de punho, fratura de úmero proximal, fratura de costela, fratura vertebral e fratura de fêmur. Paciente idoso com alguma dessas fraturas deve-se obrigatoriamente investigar osteoporose.
A osteoporose atinge mais as mulheres porque quando chegam à menopausa há uma alteração hormonal com a queda do estrógeno. Essa queda aumenta a quantidade de osteoclasto, célula responsável pela reabsorção óssea, o que causa maior perda óssea. As principais formas de prevenção da doença para a população de forma geral é alimentação equilibrada e rica em cálcio, exposição ao sol para sintetizar a vitamina D e atividade física regular em qualquer idade.
Alimentação
“Como já sabemos, a osteoporose é causada pela diminuição da absorção do cálcio e ter uma alimentação saudável desde cedo é fundamental. O consumo diário de alimentos ricos em cálcio ajuda a prevenir a doença e são recomendados de 1.000 a 1.300 miligramas por dia. Um copo de leite de 200 ml, por exemplo, equivale a 2.000 miligramas, enquanto uma fatia média de queijo equivale a 300 miligramas”, afirma a nutricionista Gracielly Faria.
Alguns alimentos ricos em cálcio são leite e derivados, brócolis, salmão, todas as folhas verde escuras (couve, espinafre), soja, grãos (chia gergelim, grão de bico, quinoa). “Se conseguirmos fracionar essas porções ao longo do dia, já vamos conseguir alcançar a recomendação diária. Aliada a uma alimentação rica em proteínas, você ajuda a prevenir a doença”, explica a nutricionista.
Atividade física
Quando se trata de saúde, qualquer atividade física é bem-vinda, mas em alguns casos modalidades específicas podem ajudar a atingir objetivos com mais assertividade. Para prevenir a osteoporose, o aparelho Power Plate é uma das melhores opções do mercado, com efeitos ainda mais potentes que a musculação. A plataforma vibratória foi criada para auxiliar o ganho de massa muscular dos astronautas e logo ganhou outras utilidades.
“O movimento da vibração sobre o corpo, mesmo que em intensidade baixa, provoca o trabalho de contração e relaxamento dos músculos, o que leva à tonificação muscular e manutenção do equilíbrio. Essa atração muscular gerada nos tendões se insere nos ossos para fixar o músculo e isso gera o processo de regeneração óssea, o que acaba elevando o ganho de massa óssea”, afirma a fisioterapeuta dermatofuncional e certificada internacional no Protocolo Power Plate, Gisely Bernardo.