Alexandre Parrode
Goiânia – Enquanto em Goiás o governador Marconi Perillo (PSDB) já deu fortes sinais de que deve disputar a reeleição em outubro, pelo menos seis estados terão novos governantes já nesta sexta-feira (4/4).
Todos fazem parte do grupo de 12 governadores que foram reeleitos em 2010 e não podem concorrer ao mesmo posto nas Eleições deste ano. A maioria deles deve tentar vaga no Senado.
De acordo com legislação, chefes de Executivo devem deixar o cargo até seis meses antes da votação na qual concorrerão a outro posto no Legislativo ou em outra esfera de poder.
E é nesta situação que se encontra o peessebista Eduardo Campos, que deixa o governo de Pernambuco para se candidatar à Presidência da República. O vice – e atual desafeto – João Lyra Neto, também do PSB, assume o cargo, mas não deve, a mando de Campos e a contragosto próprio, ser o candidato no fim do ano.
PE: Sai Eduardo Campos e entra João Lyra Neto (ambos do PSB) (Fotos: reprodução/Internet)
Senadoriáveis
O primeiro governador a sair do posto para concorrer à vaga ao Senado é Sérgio Cabral (PMDB), que já nesta quinta-feira (3/4) se despede do Palácio Guanabara. O Rio de Janeiro fica sob o comando de Luiz Fernando Pezão (PMDB), que deve concorrer ao governo no fim do ano.
RJ: sai Sérgio Cabral e entra Luiz Fernando Pezão (ambos do PMDB) (Fotos: reprodução/internet)
Já em Minas Gerais, Antônio Anastasia deixa o cargo, nesta sexta (4), mas não confirmou, embora aliados já tenham como certo, se vai disputar o Senado. O Palácio da Liberdade será comandado por Alberto Pinto Coelho (PP).
MG: Sai Anastasia (PSDB) e entra Alberto Pinto Coelho (PP) (Fotos: reprodução/internet)
O também peessedebista José de Anchieta Júnior confirmou, apesar da baixa popularidade e um mandato marcado por escâncalos, a pré-candidatura à vaga de senador. Com a saída do governador de Roraima, Chico Rodrigues (PMDB) é o novo chefe do Estado.
RR: Sai Anchieta Jr. (PSDB) e entra Chico Rodrigues (PMDB) (Fotos: reprodução/internet)
Mais bem avaliado governador pela última pesquisa CNI/Ibope, Omar Aziz (PSD) deixa o governo do Amazonas em solenidade no Teatro Amazonas nesta sexta (4) e busca vaga como senador. Em seu lugar, fica o vice, José Melo (PROS).
AM: Sai Omar Aziz (PSD) e entra José Melo (PROS) (Fotos: reprodução/internet)
O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), foi um dos últimos a confirmar a renúncia – oficializada apenas na última semana. José Filho (PMDB) assume nesta sexta, em solenidade oficial.
PI: sai Wilson Martins (PSB) e entra Zé Filho (PMDB) (Fotos: reprodução/internet)
Indecisos
Mesmo com pedido formal do pai e senador pelo Amapá, José Sarney, a governadora Roseana Sarney (PMDB) – que viveu meses turbulentos no fim do último ano com as greves nos presídios – ainda não anunciou se vai mesmo concorrer ao Senado.
Caso ela renuncie, o Maranhão deverá ter eleição indireta, já que o antigo vice, Washington Luiz, renunciou para assumir cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
A situação mais delicada se encontra no Ceará, onde o governador Cid Gomes (PROS) espera a definição de seu irmão, o secretário de Saúde Ciro Gomes (PROS), que ainda define se concorrerá ao Senado. O anúncio deve ser feito ainda nesta quinta (3/4).
Futuro incerto
Quatro governadores descartaram a renúncia e anunciaram que ficam em seus cargos até dezembro: o de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB); da Bahia, Jaques Wagner (PT); o do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB); e do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB).
A maioria está escalada para trabalhar em projetos do partido, como é o caso de Jacques Wagner, que deve coordenar a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
Preteridos
Mesmo aptos, dois outros governadores não devem concorrer à reeleição em outubro.
Siqueira Campos (PSDB), do Tocantins, também deve renunciar o mandato nesta sexta (4). Ele estaria deixando o cargo para que o filho e ex-secretário, Eduardo Siqueira Campos, possa se candidatar.
Já no Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM) vê o partido manobrar contra sua candidatura à reeleição. Os motivos são a baixíssima aprovação da gestora, 7% na última pesquisa CNI/Ibope, e a série de escândalos que assolaram o Centro Administrativo Lagoa Nova. Como retaliação, Rosalba vem ameançando deixar o mandato e pleitear vaga no Senado. (Com informações da Agência Estado)