A Redação
Goiânia – Nesta sexta-feira (27/1), o Sindicato das Imobiliárias, Shoppings e Flats (SecoviGoiás) foi palco para a apresentação do plano de zoneamento e ação durante a segunda etapa do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP. A competição será realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, de 20 a 22 de março.
O presidente do SecoviGoiás, Antônio Carlos da Costa salientou como o MotoGP não é somente uma oportunidade de apresentar Goiânia para os visitantes. Pela magnitude do evento, que gera interesse de visitantes do mundo inteiro, o presidente da instituição explica que foi traçado um diálogo junto ao Governo do Estado para promover o bem-estar dos turistas e mitigar os efeitos causados aos condomínios presentes ao longo da GO-020, devido ao impact de 160 a 170 mil pessoas que vão transitar pela região nesses três dias.
Montado de forma estratégica, o plano de mobilidade compõe um planejamento urbano aplicado não somente para o MotoGP. A ideia é organizar a Região Metropolitana de Goiânia (RMG) para outros eventos de grande porte. “Para o Estado de Goiás, depois do MotoGP, a expectativa é de que essa agenda se intensifique a cada vez”, diz a superintendente de Políticas para Cidades da Secretaria-Geral de Governo (SGG), Thaís Moraes.
A superintendente da SGG explica que o acesso às vias da área do Jardim Goiás, Alto da Glória, acesso pela rodovia GO-020 e uma parcela da BR-153 – que direciona ao autódromo – será limitado para ônibus do transporte público coletivo (terminal Isidoria, da Bíblia e Paulo Garcia) e motocicletas que tenham a permissão sob compra antecipada de área de estacionamento.
“Veículos particulares e veículos de aplicativo não acessarão o Autódromo”, reforça. A opção é estacionar nos bolsões de estacionamento destinados ao evento, localizados no Estádio Serra Dourada, Paço Municipal, Unip e Shopping Flamboyant, com venda antecipada.
Para organização do evento, a cidade ficou dividida em áreas:
Área 1 (Jardim Goiás, Alto da Glória e St. Sul): foram criadas linhas especiais de transporte coletivo, implantação de bolsões para estacionamento e intervenções no trânsito;
Área 2 (Marista, Oeste, Centro e Pedro Ludovico): funcionamento da Delegacia do Turista, hospedagem para visitantes, polo gastronômico, localização de hospitais de referência, sinalização e pontos de linhas especiais;
Área 3 (Bueno, Bela Vista, Nova Suíça, Jardim América, Passeio das Águas): área que também funciona como hospedagem a turistas, realização de eventos, sinalizada especialmente e com pontos de linhas especiais.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), Secretaria do Governo, Guarda Civil e as secretarias da Saúde do estado (SES) e município (SMS) estiveram presentes para explicar cada atribuição para o bom desenvolvimento do evento de relevância global.
Sobre o MotoGP
A primeira etapa de 2026 do MotoGP começou nesta sexta-feira (27), na Tailândia. Goiânia recebe o evento de 20 a 22 de março, 22 anos após o último Moto Grand Prix em território brasileiro. O Campeonato Mundial de Motovelocidade é mais conhecido pela sua categoria principal: o MotoGP, classe em que as motocicletas mais velozes disputam. Nessa classe, estão os atletas mais habilidosos, já que conduzem veículos de 1000 cilindradas, com capacidade de atingir marcas superiores a 365 km/h.
As categorias Moto2 e Moto3 também são disputadas durante o campeonato, abarcando o nível intermediário e o nível inicial (com competidores advindos de campeonatos nacionais e júnior), respectivamente. A principal diferença entre as classes está no tamanho das motos e, por consequência, na potência delas: 765 cilindradas (Moto2, com velocidade superior a 300 km/h) e 250 cilindradas (Moto3, alcança 245 km/h).
