A Redação
Goiânia – Por meio das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), a Polícia Militar de Goiás destarticulou, no último final de semana, mais uma associação criminosa especializada em explosões de caixas eletrônicos. Segundo as investigações, a quadrilha se preparava para atacar uma agência bancária em Goianira. É a sexta quadrilha com atuação neste tipo de crime derrubada em 2019.
Quatro suspeitos foram localizados após troca de informações com o Grupo Antirroubo a Bancos (GAB) da Polícia Civil. Segundo a Segurança Pública, eles reagiram à abordagem, dispararam contra os policiais, mas acabaram mortos. “O compartilhamento de informações tem sido fundamental para desarticular quadrilhas no Estado”, destacou o comandante da Rotam, tenente-coronel, Benito Franco.
Em seguida, a PM localizou três adolescentes que teriam envolvimento com o grupo. Eles confessaram que ajudaram e que outros membros da quadrilha estariam em uma casa no Jardim Dom Bosco, em Aparecida de Goiânia. No local, dois suspeitos também efetuaram disparos contra os policiais, mas acabaram morrendo. “O planejamento dos ataques era feito nessa residência”, explicou o comandante da Rotam.
Com a quadrilha, a polícia também encontrou seis armas de fogo, emulsões, explosivos e dois veículos roubados, utilizados nos ataques. Também foram aprendidos cerca de 10 quilos de cocaína, porções de maconha e uma balança de precisão.
As investigações apontaram que a associação era chefiada por Francisco Marcos da Silva, detido desde janeiro por posse ilegal de arma de fogo. “Os suspeitos eram ligados a um grupo maior. Eles não eram investigados por roubos a bancos até então, mas esses grupos estão migrando do tráfico de drogas”, ressaltou o delegado Samuel Moura.
Francisco vai responder por associação criminosa e tentativa de roubo qualificado. Os menores foram apreendidos, liberados após depoimento e serão investigados pelo ato infracional análogo ao crime de porte de arma de fogo.
Segundo o secretário Rodney Miranda, as forças policiais vão continuar trabalhando de forma incisiva para evitar que novos crimes sejam cometidos. Também afirmou que haverá um trabalho para evitar que essas ações sejam comandadas de dentro de unidades prisionais. “Estamos trabalhando para isolar essas lideranças e, ao mesmo tempo, prender os criminosos que ainda estão nas ruas”, assegurou o titular da SSP.