Yuri Lopes
Goiânia – O que parecia ser apenas mais uma das várias histórias contadas por Dhomini na 13ª edição do Big Brother Brasil virou caso de polícia. O participante contou para outros colegas de confinamento que foi mordido por um cachorro do pai por três vezes, mas que na terceira mordida ele teria arrancado os dentes do cão com um machado.
Um inquérito foi instaurado na tarde da última sexta-feira (18/1) e o caso será investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente de Goiás. Em entrevista à revista Veja, o delegado Luziano Severino Carvalho, Dhomini pode ser acusado por maus tratos contra animais e, por ter contado a história em rede nacional, mesmo que seja uma mentira, pode responder ainda por incitação à violência.
Veja vídeo onde o participante conta o caso de violência:
dhomini falando sobre o cachorro. por dm_50e74323ec95f
Defesa dos animais
O caso também chamou a atenção da promotora de justiça Christiane Monnerat, do Ministério Público do Rio de Janeiro, que confirmou que vai solicitar ao MP de Goiás que investigue o episódio relatado pelo participante do reality show. A promotora atua na área de proteção e defesa dos animais.
“Ele falou que pegou uma marreta e quebrou todos os dentes do cão. Isso é crime de maus tratos e ele tem que responder por isso. Se fosse no Rio, eu determinaria que uma equipe fosse à casa dele verificar as condições do cão. Se os dentes do animal estivessem quebrados, eu tiraria o cão imediatamente de lá e abriria um inquérito. As pessoas estão indignadas. E ele disse isso sorrindo, como se fosse normal essa atitude”, disse Christiane em entrevista ao site da Veja.
Crueldade
Segundo a história contada por Dhomini, o cachorro já morreu e teria conseguido viver cinco anos após o ato violento. “Eu tinha um cachorro, um fila. Aí ele me mordeu três vezes, mas na terceira vez eu peguei ele. Eu pedi pro meu pai dar ele, mas ele não quis. Aí eu fui lá e arranquei todos os dentes dele com um machado”, disse. Ele ria para mim só com uns caquinhos do dente. Eu lembro que meu pai falou: ‘Agora você vai curar ele, senão você tá ferrado’. Mas eu lembro que ele durou uns cinco anos ainda. Morreu de velho”, contou observado de perto por outro goiano, Yuri, que comentou: “Cachorro ruim não morre, não”.
O caso também será investigado pelo promotor de justiça do Meio Ambiente de Goiânia, Juliano de Barros Araújo.