Augusto Diniz
Goiânia – A Polícia Civil do Estado de Goiás decidiu impor sigilo de cinco anos aos dados da operação que culminou na morte do suspeito de matar quatro pessoas em Ceilândia, no Distrito Federal, em 9 de junho. A informação foi obtida pelo jornal Correio Braziliense por meio de pedido à Lei de Acesso à Informação (LAI).
Lázaro morreu durante as buscar realizadas por policiais em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, no dia 28 de junho, após 20 dias da operação de buscas que envolveu 270 integrantes das forças de polícias estaduais, do DF e nacionais.
De acordo com o diretor-geral adjunto da Polícia Civil goiana, delegado Deusny Aparecido Silva Filho, divulgar dados da força-tarefa poderia expor informações relevantes do trabalho de investigação, como equipamentos utilizados, recursos e estratégia adotada para encontrar o principal suspeito do quádruplo homicídio durante as buscas, principalmente no distrito de Girassol e no povoado de Edilândia, em Cocalzinho de Goiás.
“Outrossim, as informações não se restringem somente ao caso encerrado, mas fazem parte de toda a estrutura pertencente à Polícia Civil, usada em outras circunstâncias, e, também, a projetos que ainda nem foram implementados. A divulgação desses dados vulnerabiliza a instituição em sua função investigativa, pondo em risco a segurança e o sucesso de outras apurações”, afirmou o delegado-geral adjunto ao Correio Braziliense.
O pedido junto à LAI foi realizado no dia 29 de junho, um dia depois que Lázaro foi assassinado em suposta troca de tiros com os policiais em Aguás Lindas de Goiás. Depois da morte do principal suspeito do crime, uma carta que teria sido encontrada no bolso do suposto assassino foi apresentada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO). Nos escritos atribuídos a Lázaro, o suspeito diz que sabia que não o encontrariam para prender, que seria morto pelos policiais.
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