Atualizada às 18h53
A Redação
A Polícia Civil indiciou 32 ex-prefeitos de Goiás acusados de crime contra a administração pública. De acordo com inquéritos da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), os suspeitos realizavam compras fictícias de insumos hospitalares com nota fiscal fria. O rombo aos cofres públicos pode chegar a R$ 360 mil.
A adjunta da Dercap Érica Botrel Teixeira informou que a empresa Faroquímica Distribuidora, com sede em Goiânia, que fornecia os documentos, pertencia ao ex-técnico de enfermagem Divino Antonio de Melo. Ele é acusado de cobrar 5% e 10% do valor da nota para participar do esquema de corrupção. "As compras eram sempre abaixo do valor que exige licitação", explica a policial.
Os nomes dos envolvidos, que agiam desde o ano 2000, não foram divulgados pela polícia. Érica esclarece que as investigações exigem quebra de sigilo fiscal e bancário e a divulgação dos nomes dos ex-chefes de executivos municipais pode prejudicar o esclarecimento das fraudes.
A investigação começou após denúncia anônima e o inquérito já foi encaminhado ao judiciário. Se condenados, os investigados podem pegar de 2 a 12 anos de prisão.
Rio Quente
Outro caso investigado pela Dercap envolve o prefeito de Rio Quente, Ênio Eurípedes da Cunha (PSB). Segundo a delegada, ele teria utilizado notas fiscais da TM Gráfica, que não funciona há cinco anos, em Aparecida de Goiânia. O prejuízo pode chegar a R$ 5,5 mil.