A Redação
Goiânia
– A Polícia Civil do Estado de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-GO) e a Secretaria de Economia de Goiás, através do compartilhamento de informações, recuperou uma carga de aproximadamente 25 toneladas de arroz ensacado, avaliada em cerca de R$ 110 mil, em virtude da deflagração da Operação Rice Up.
De acordo com as investigações, o caminhão carregado com a citada carga saiu da empacotadora localizada na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, com destino a uma empresa situada na cidade de Brasília (DF).
A policia informa que, ainda no trajeto, o motorista, que seria integrante de uma organização criminosa especializada em furtos e estelionatos de cargas, "subtraiu aproximadamente 20 toneladas da mercadoria, seguindo apenas com as cinco toneladas restantes, fazendo o mesmo trajeto que normalmente seguiria até o local da entrega, para não levantar suspeitas e posteriormente registrar Boletim de Ocorrência afirmando que havia sido roubado".
"Ocorre que, em virtude do cruzamento rápido e eficiente de informações entre as instituições de Segurança Pública que atuam no estado de Goiás, representadas pela Decar e pela PRF, além de auditores fiscais da Secretaria da Economia de Goiás; foi possível identificar um outro caminhão utilizado pela organização, para o transbordo da carga, que era conduzido", aponta a investigação.
Nota fiscal
No momento da abordagem, os policiais afirmam que o segundo motorista apresentou nota fiscal que continha indícios de falsificação, "tendo então sido constatado que tratava-se de documento fiscal inidôneo". "A partir disso, foram adotadas as providências legais pertinentes, tendo as cargas e os referidos conjuntos veiculares sido apreendidos."
Os envolvidos foram detidos e encaminhados para a Delegacia Especializada. "Ambos indiciados pelos crimes de furto qualificado, receptação qualificada e ainda uso de documento falso. Ressalta-se que outros integrantes da referida organização criminosa investigada já foram identificados e terão suas respectivas prisões preventivas pleiteadas pela Polícia Civil junto ao Poder Judiciário", descreve a Polícia Civil.