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Presidente do TRE-GO promete fiscalização rigorosa nas Eleições 2014

11.05.2014 - 08:25:40
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Adriana Marinelli

Goiânia – Empossado no último dia 30 de abril, o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), o desembargador Walter Carlos Lemes, prevê muito trabalho no processo eleitoral deste ano. Resultado de ampla mobilização popular e aprovada pelo Congresso Nacional em 2010, a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010) será pela primeira vez aplicada em uma eleição geral. Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, o presidente destacou que a fiscalização do TRE acompanhará o rigor da lei.

 
Sancionada no dia 4 de junho de 2010, a lei fortaleceu  as punições aos cidadãos e candidatos que burlarem a lisura e a ética das eleições ou que tenham contra si determinadas condenações na esfera eleitoral, administrativa ou criminal. 

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"Eu acredito que vamos ter um pouco mais de trabalho do que habitualmente teríamos se fosse sem a Ficha Limpa. É a primeira eleição geral que essa lei será aplicada integralmente , mas já fizemos nossa necessária advertência em relação à punibilidade, que aumentou de três para oito anos. Diante disso, acredito que os políticos terão um pouco mais de cautela para que não haja os excessos", afirma. "Os candidatos, que agora estão melhores assessorados, estão cientes de que os riscos para quem não cumprir a lei são maiores."
 
Mesmo diante da promessa de fiscalização intensificada, Walter Carlos acredita que casos de campanhas, propagandas e doações irregulares ainda serão registradas. "É tudo muito complicado. Algumas empresas, não digo todas, fazem doações hoje para terem amanhã o benefício do candidato que elas ajudaram a eleger" explica. "Em geral, sei que teremos muito trabalho pela frente, mas garanto que a equipe do TRE está preparada para enfrentar todos os obstáculos que possam surgir durante as eleições."
 
Voto obrigatório
Questionado sobre as vantagens e desvantagens do voto obrigatório, o presidente do TRE ficou dividido. "Nada obrigatório é bom! Na realidade, a pessoa deveria ser livre para votar ou não, mas o país ainda clama por essa obrigatoriedade. O brasileiro é acomodado", afirma.

"Hoje que o voto é obrigatório e que as pessoas precisam ir às urnas para ficar sem pendências com a Justiça Eleitoral para tirar passaporte, por exemplo, muitas não fazem isso. Diante de tantas exigências e cobranças, a abstenção ainda é muito grande. Mesmo diante do voto obrigatório, muitos não fazem a menor questão de regularizar o documento pessoal. Eu acredito que, do jeito que está hoje, se não fosse obrigatória a votação, talvez nem teríamos eleições. O brasileiro não tem essa consciência, o dever cívico, o amor à Pátria que têm os americanos. Brasileiro só pensa muito no país e demonstra seu amor ao Brasil durante a Copa do mundo."

Jovens eleitores
Para o desembargador, os jovens têm poder decisivo na busca por mudanças no Brasil, no entanto não sabem como reivindicar melhorias de forma legal. "Eu acho extremamente necessária a participação dos jovens nas eleições, pois são eles que vão às ruas lutar pelos seus direitos, eles que vão reclamar dos desmandos governamentais. Então, se eles saem às ruas e brigam, depredam ônibus, quebram várias coisas, por que eles não vão às urnas para eleger um bom representante?", diz. "Só através do voto conseguiremos colocar pessoas qualificadas para administrar o município, o Estado e o país". argumenta.

Perguntado sobre como está a expectativa do TRE-GO em relação a possíveis manifestações no dia das eleições, o presidente garante que um trabalho está sendo realizado para evitar tumultos. "Eu acredito que teremos, sim, esses protestos. Mas espero que sejam pacíficos e sem prejuízos. Algumas pessoas desses grupos precisam entender que estão prejudicando a própria população quando queimam ônibus, quando depredam  monumentos e prédios públicos", ressalta.



(Foto: Brazil Nunes)

"Ao meu ver, manifestação justa e com verdadeiros propósitos são como aquelas que existiam no passado, quando as pessoas iam para as ruas de cara pintada, gritando seu amor pela pátria. Isso aí seria bem vindo. Precisamos de mudanças, realmente, e os jovens são peças importantes nesse processo, mas tudo precisa de limite. Estamos em época de Copa do Mundo e, como eu já disse no meu discurso de posse, espero que cada voto no dia 5 de outubro seja um gol", finaliza. 
 
 
 
 
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por Adriana Marinelli

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