Uma das perguntas que mais ouço nas redes sociais e até entre meus amigos pessoais é “Qual o melhor celular do mercado?” e apesar de saber que isso não é muito educado, costumo responder com outra pergunta: “O que você espera desse celular?”
Essa situação se explica principalmente pelo fato de que o melhor celular, ou o modelo mais moderno e mais caro, talvez não seja aquele que você precisa. Conheço, por exemplo, algumas pessoas que têm iPhones e jamais instalaram um único aplicativo sequer; usam o aparelho para fazer e receber chamadas. Sinceramente, em casos assim você só precisa de um iPhone se quiser o status de “ter” um iPhone. #fail pra você, que poderia gastar muito menos para ter a mesma funcionalidade em qualquer aparelhinho de R$ 150,00!
Mas falando justamente sobre o quanto as pessoas idolatram marcas pelo prestígio que elas trazem embutido no seu logotipo, o mercado trava uma luta incessante na busca pelo chamado “iPhone killer” – o celular que poria finalmente um freio na avalanche de telefones Apple que assola o mercado mundial de smartphones.
Só nos últimos meses, 4 novos modelos, todos com sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google, chegaram ao mercado brasileiro com essa expectativa: Atrix, da Motorola; Galaxy S II, da Samsung; Optimus Black, da LG; e Xperia Arc, da Sony Ericsson. Todos são leves, finos, têm ampla tela (com tecnologias próprias para aumentar nitidez e brilho das imagens), processadores tão poderosos quanto o de computadores, câmeras de alta definição e funções das mais variadas para todos os gostos. Todos no melhor estilo “quero ser iPhone”.
E aí o consumidor se depara com a dúvida sobre qual seria, não o melhor celular, mas o mais moderno e avançado: Android ou iPhone?
A resposta é que os dois sistemas têm suas vantagens e desvantagens. No caso do iPhone, por exemplo, acho absurda a ideia de ter uma bateria selada, que só pode ser substituída numa assistência técnica, ou a chatice do cabo proprietário da Apple, ou a memória interna, sem possibilidade de usar um cartão de memória, ou pior ainda, o uso de um chip MicroSIM, aquele que a operadora fornece e que guarda os dados de todos os seus contatos, mas que não pode ser acoplado em nenhum outro aparelho que não seja o iPhone4.
Para os Androids surgem pontos positivos pela padronização de cabos, cartões de memória, chip de operadoras, comunicação Bluetooth etc. O seu revés acontece por uma questão bem chata, conhecida como segmentação.
Como o sistema Android tem código aberto, qualquer fabricante pode adaptá-lo e customizá-lo para instalação nos seus aparelhos. Isso faz com que celulares de empresas concorrentes utilizem a mesma versão de sistema operacional, só que com funções e design distintos. Pior ainda, a decisão por liberar atualizações deste sistema cabe única e exclusivamente ao fabricante, que na maioria dos casos tem optado por não atualizar as versões de OS, deixando as mais atuais para o lançamento de novos modelos. Entenderam? Em termos mais simples: se você quiser ter um sistema operacional mais eficiente, você vai ter que comprar um novo aparelho.
No caso da Apple, as atualizações acontecem com periodicidade regular e estão sempre disponíveis para quem quiser fazê-lo, desde o primeiro modelo, 3G, até o iPhone4.
Não ligo muito para marcas e troco de aparelho celular com uma velocidade desnecessária, então não vou dar um veredicto sobre qual é o smartphone mais moderno do momento. Vou apenas deixar uma dica, avalie todas as opções e não faça sua escolha apenas pela opinião da maioria, lembre-se que um telefone só é smart, se o dono também for.