A Redação
Goiânia –
O candidato ao Senado Vilmar Rocha (PSD) afirmou que, se eleito, vai focar na qualidade da Educação, com ênfase na Educação Infantil e no Ensino Básico. "Quero ser o senador da Educação. Todos os candidatos falam que a educação é prioridade. Ótimo! Melhor que todos falem do que ficarem calados, mas eu sou da área, sou professor, tenho conhecimento e sempre priorizei”, afirma.
Vilmar ressalta que, nos últimos anos, o foco da Educação no Brasil foi o Ensino Superior. “Conseguimos universalizar o acesso, tanto nas universidades públicas quanto nas privadas, mas o foco agora deve ser no Ensino Fundamental”, diz. Segundo ele, “ao negligenciarmos a educação nessa primeira fase da vida, estamos condenando as crianças a um futuro de mais vulnerabilidades, perpetuando a violência e a desigualdade social no País. Além disso, estudos comprovam que o investimento nos primeiros cinco anos de vida das crianças pode aumentar em até 60% a renda da população, com a melhor qualificação, e reduzir problemas de baixa escolaridade, violência e mortalidade infantil”.
O candidato também alerta para o fato de que a pandemia tirou as crianças das escolas por dois anos, levando para o ensino remoto e que, em grande parte dos casos, foi deficitário. “A criança se alfabetiza entre cinco e seis anos. Em função da pandemia, muitas crianças tiveram de ficar em casa por dos dois anos e elas não se alfabetizaram ou alfabetizaram com deficiências. Como recuperar isso?”, questiona Vilmar.
“Tínhamos de ter um projeto especial para o País, de caráter extraordinário, para alfabetizar essas crianças. Mas o que você vê hoje no Ministério da Educação? Nada! Ninguém fala disso”, ressalta Vilmar, garantindo que, como senador, ele irá “para a tribuna, para o Ministério, viajarei pelo País e vou cobrar, lutar e apresentar alternativas viáveis para resolver esses problemas”.
Federalização
Vilmar também defende a federalização de escolas públicas. “O Ensino Básico é de responsabilidade das prefeituras, mas sabemos que muitas não tem condições de oferecer uma educação de qualidade”, justifica. A proposta é baseada num antigo Projeto de Lei, de 2016, do então senador Cristóvam Buarque.
“Mas o que proponho é uma federalização pontual, até porque há casos de escolas públicas que oferecem um ensino de alta qualidade. A minha ideia é, então, fazer isso de forma pontual. Aquelas escolas que não atingirem determinados índices de desempenho, aí sim poderiam ser federalizadas por um determinado período e depois devolvidas aos municípios, quando os índices melhorarem”, explica.