Nádia Junqueira
A proposta é simples: música boa, ponto de encontro de amigos num local central (Martim Cererê) a um preço barato. Foi assim que o projeto Quinta Ativa começou e assim que ele volta. De junho de 2008 a junho de 2009 foram 48 edições variadas, com média de público de 400 pessoas, chegando a 1200. Foram nessas quintas no Martim que os goianienses conheceram melhor artistas como Bnegão, Eddie, Criolina e Canastra, quando as edições eram mais elaboradas. Para hoje, o Quinta Ativa oferece os sons eletrônicos dos dj’s Ângelo Martorell, Pri, Daniel de Mello e Manga por R$5.
Outra característica marcante do Quinta Ativa era a periodicidade, rara em projetos em Goiânia pelo risco: toda semana. Para esse agosto, o produtor Pedro Naves garante que todas as quintas estarão por conta do projeto. A ideia é trazer, para semana que vem, uma atração acústica, com o grupo Chimpanzés de Gaveta fazendo tributo ao Clube da Esquina. A multiculturalidade é outro traço do projeto, que trará hoje exposição de Ronan Gonçalves. Pedro afirma que pretendem trazer artes cênicas, visuais e dança para as próximas edições.
A proposta de Pedro Naves é que o projeto vá além, contribuindo para uma revitalização física e cultural do Martim Cererê, iniciada nas outras edições em 2008 e 2009. Nessa manhã, o produtor esteve com o Presidente da Agência de Cultura do Estado (Agepel) Gilvane Felipe, e com representantes das produtoras Under Metal e Mundo 2.0 para retomar o projeto de revitalização. “Cultural porque queremos acostumar pessoal a sair de casa e conhecer coisas novas. Física porque o Martim precisa se reestruturar: jardim, ar condicionado, pintura, trocar fiação, etc”. Ele conta que eles mesmos estavam cuidando disso durante a gestão passada, mas foram boicotados. Pedro disse que o presidente gostou da ideia e vão protocolar projeto para levar adiante.
O que dá certo
Depois da tentativa de fazer um mega-evento com grandes atrações (Festa de 5 anos de Sofun), Pedro Naves e parceiros retomam a simplicidade do Quinta Ativa. “É o que as pessoas querem, é o que dá certo e temos retorno”, conta Pedro. Ele afirma que o projeto é um bom produto que não estava sendo utilizado. Além disso, será um meio prazeroso dos produtores se recuperarem dos prejuízos deixados pelo evento de julho.
Serviço
Quinta Ativa
Local: Centro Cultural Martim Cererê, Rua 94-A, Qd. 18, Setor Sul
Horário: A partir das 21h
Preço: R$5