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Reação da economia favorece o sonho da casa própria em Goiânia

02.09.2017 - 12:53:41
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Mônica Parreira
 
Goiânia – Crise econômica e insegurança são termos que ainda persistem no vocabulário nacional, mas o cenário está mudando. Aos poucos o brasileiro retoma o seu poder de compra e retira da gaveta aquele sonho antigo de adquirir a casa própria. E para o goiano que quer colocar o plano em prática, o momento é propício. Isso porque a taxa dos juros vem apresentando queda, a oferta é grande e as condições, facilitadas.  
 
A alteração do cenário, e o consequente reaquecimento do comércio, consta na “Pesquisa Mercado Imobiliário”, realizada pela Grupom Consultoria e Pesquisas e divulgada essa semana pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-GO). No primeiro semestre deste ano, foram vendidas 2.394 unidades habitacionais em Goiânia e Aparecida de Goiânia, ante 1.851 registradas no mesmo período de 2016. O aumento gira em torno de 29%.
 
Especialistas do ramo, ouvidos pelo jornal A Redação, afirmam que a fase é excelente para adquirir um imóvel. No entanto, fazem uma série de recomendações para que o consumidor acerte na hora de fechar o negócio. Para eles, cuidados como avaliar a localização, o preço praticado na região do imóvel desejado e a idoneidade de quem oferece o produto fazem a diferença. Confira as análises:
 
Juros e poder de compra
Mas será mesmo que está na hora de adquirir um imóvel? O primeiro fator a ser analisado, segundo o diretor da GPL Incorporadora, Guilherme Pinheiro Lima, é a taxa de juros. A Selic – definida pelo Banco Central – é um referencial seguro e, de acordo com o especialista, apresenta queda considerável.  
 
“O mercado imobiliário é inimigo do juro alto, porque financiamentos são pensados em longo prazo. Dói no bolso do consumidor. A tendência na queda de juros muda toda a logística, porque ele passa a ter condições de negociar”, disse.

“A Selic abriu o ano em 14,25%. Em agosto, caiu para 9,25%, e a expectativa é de que o ano termine na faixa de 7,5%", analisa. "Então é o momento ideal para comprar.”

 
Além dos juros, que indicam uma reação da economia, a confiança do consumidor deve ser levada em conta. Para o diretor da GPL Incorporadora, o brasileiro está voltando a planejar suas finanças e melhorando o poder de compra.

“Ao ver o País saindo daquela crise mais profunda, as pessoas começam a sentir condições de buscar no mercado oportunidades para comprar ou trocar de imóvel. Sentem segurança no emprego, retomam o movimento de consumo e o ambiente se torna favorável”, explicou Guilherme Pinheiro.  

 
Novo, usado ou lote?
A dúvida sobre qual imóvel comprar é um dos principais fatores que postergam a decisão do consumidor. Presidente da Rizzo Imobiliária, Leonardo Rizzo alertou que o mercado está oferecendo boas oportunidades para qualquer tipo de negócio, seja para aquisição de imóvel novo, usado ou de terreno.

“Eu diria que para qualquer hipótese pode haver oportunidades interessantes. É claro que cada caso é um caso. O valor do bem desejado e a entrada que o consumidor está disposto a investir influenciam”, disse.

 
Leonardo Rizzo acredita que planejamento deve ser feito com base no sonho da pessoa. No caso do imóvel usado, ele alerta que o mecanismo financeiro é o menos favorável em termos de juros. “No entanto, esse produto vai ter mais liquidez que o novo. A negociação com quem está vendendo faz a diferença”, indicou.
 
Caso a pessoa esteja pensando em adquirir um lote, o presidente da Rizzo Imobiliária explicou que as opções são mais diversificadas.

“O consumidor pode encontrar terrenos em todas as regiões de Goiânia, e isso é positivo. Vale lembrar que os meios de financiar a construção da casa são múltiplos e a obra pode ser feita aos poucos, dentro de um planejamento financeiro”.

 
De quem comprar?
A qualidade do empreendimento e a procedência de quem vende são mais dois itens que devem ser colocados na balança. Especialmente no caso de imóveis na planta, o diretor comercial da EBM, Rodrigo Meirelles, orienta que o consumidor avalie o histórico da empresa.

“Vale pesquisar como está o relacionamento do incorporador com agente financeiro. Comprar de alguém que tem boa saúde financeira é essencial para não ter dor de cabeça nem com o prazo de entrega, nem com financiamentos”, orientou.

 
Ainda na pesquisa da Grupom, Goiânia e Aparecida estão entre as nove regiões brasileiras (de 18 pesquisadas) que apresentaram aumento no número de lançamentos imobiliários. Foram 1.406 unidades habitacionais no 1º semestre deste ano.

Devido à quantidade de produtos oferecidos, outra dica de Rodrigo Meirelles é buscar informações sobre os empreendimentos já entregues pela empresa que o consumidor está pensando em fechar negócio. Deve observar se houve problemas na estrutura, se a entrega do imóvel foi realizada dentro do prazo estipulado e, especialmente, tentar buscar a opinião dos moradores. 

 
Localização
Outro critério de escolha é a localização. Segundo o gerente de vendas da Consciente Construtora, Rafael Rabelo, “Goiânia está entre as capitais com metro quadrado mais barato do país”. Por ser uma cidade nova e com alta taxa de migração, cada região possui valor comercial.
 
Antes de assinar o contrato, o consumidor deve pensar na sua própria rotina e se o empreendimento atende às necessidades pessoais. Perguntas como “É perto de onde trabalho?” e “Tem escolas, supermercados ou outras demandas ao alcance?” devem ter respostas satisfatórias para se fechar um bom negócio.

Pesquisar os preços praticados na região interessada também ajuda o cliente a descobrir se o valor que está disposto a pagar pelo seu imóvel é o mais justo. 

 
Consultar um especialista qualificado pode ajudar na decisão. “Minha orientação é que o consumidor procure um profissional credenciado em quem ele confie. Há muitas pessoas no mercado preparadas para ajudar”, finalizou o gerente da Consciente.
 
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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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