
(Tela de Rodrigo Flávio)
Por Marcos Caiado
por fora,
trago o sabor
da amora;
por dentro,
uma saudade
que devora.
por fora,
comemoro
a vida;
por dentro,
sou veia cava
obstruída.
por fora,
um banquete
sobre a mesa;
por dentro,
essa dinamite
acesa.
morreu o cravo,
sonhando
a margarida.
pelo próprio espinho,
se viu a rosa,
ferida.
por fora,
a poesia move;
por dentro,
o verso suicida.