Raisa Ramos
Resultados do exame toxicológico do cantor Michel Jackson foram apresentados na última quinta-feira (6/10), durante depoimento do especialista Dan Anderson no julgamento do médico Conrad Murray, acusado de ter provocado a morte do artista. Além do anestésico propofol, foram encontrados outras substâncias em quantidades significativas no sangue do popstar, como lidocaína e lorazepam, um sedativo que o médico afirmou ter dado a Michel antes do propofol, com objetivo de o fazer dormir. De acordo com o laudo, o anestésico foi achado no sangue, fígado e urina de Jackson.
No dia da morte do artista, 25 de junho de 2009, seringas e agulhas foram encontradas no quarto do cantor, além de frascos de propofol. Tais objetos não tinham impressões digitais de Michel, informou o jornal Los Angeles Times. Isso contradiz o principal argumento dos advogados da defesa, que insistem na versão de que o artista se auto-medicou e provocou sua própria morte. Do cantor, há apenas digitais em uma bolsa intravenosa, que também continha a substância anestésica. Outras garrafas de propofol apresentavam digitais desconhecidas (não pertenciam a Murray, Michel, seguranças ou peritos).