Gelei por alguns segundos. Meu coração batia forte, eu sentia. Tinha acabado de ler o tuíte do jornalista da revista Veja, Sérgio Martins, no qual ele confirmava a vinda do The Who ao Brasil. Meu dia ficou melhor. O amor é lindo, a vida é bela e a alegria está contagiando meu coração! The Who e Neil Young são minhas maiores ambições de shows nesse momento. Caso o furo do jornalista se confirme, 50% da meta estará cumprida.
The Who vem ao Brasil para a turnê do álbum Quadrophenia. Dia 04/09 em São Paulo e dia 06/09 no Rio de Janeiro. Só alegria…
— Serjones (@Serjones) 5 de fevereiro de 2013
A lendária banda inglesa está excursionando com o show da íntegra do álbum Quadrophenia. Esse é o espetáculo que o Brasil receberá nos dias 04 e 06 de setembro, em São Paulo e Rio de Janeiro, caso a fonte do jornalista seja precisa. Já chequei minha milhagem para ver se rolam umas passagens nesse período. Para quem gosta de rock, é simplesmente imperdível a presença de Roger Daltrey (vocal) e Pete Townshend (guitarra) em terras brasileiras. A metade viva do The Who (Keith Moon – batera – e John Entwistle – baixo – já bateram as botas) ainda é poderosa ao vivo – quem viu a mini-apresentação dos caras no Super Bowl de 2010 sabe do que estou falando. E tem um repertório impecável para mostrar – basta ver o set list dos últimos shows para sacar o que estou dizendo.
The Who é seminal em muita coisa. Da santíssima trindade do rock inglês (fechada obviamente com Beatles e Rolling Stones), o Who é singular em alguns pontos. A violência e a entrega do quarteto no palco em shows históricos, nos quais o backline invariavelmente terminava destruído, é responsável pelo nascimento do punk rock. A megalomania dos discos conceituais e a noção de ópera rock são pontos cruciais para a construção do rock progressivo. Para você ver, os caras são pais do punk e do progressivo, estilos completamente antagônicos. Não é mole não…
Confesso que o Quadrophenia não é meu álbum preferido do Who. Who’s Next e Tommy encabeçam a lista. E também é preciso dizer que ver a banda hoje em dia é somente um arremedo da potência que era na segunda metade dos anos 1960 e primeira dos 1970. Fazer o quê se nasci no período histórico errado? Nada disso tira a minha vontade de gastar alguns bons reais e ver o mito de perto.
Já deixo avisado para o patrão aqui d’A Redação, meu amigo João Unes, que devo dar uma sumidinha de leve do trabalho na primeira semana de setembro. Mas não se preocupe que será por uma boa causa. E prometo que voltarei com boas histórias para contar. Afinal, I can see for miles…