Kamylla Rodrigues
Goiânia – Cátia Pereira, dona de um salão de beleza em Aparecida de Goiânia, fazia parte do grupo de empreendedores informais de Goiás. Mas essa situação mudou após a oitava edição da Semana do Microempreendedor Individual, promovida pelo Sebrae. "Participei das palestras, capacitações e fiz meu registro. Me sinto muito mais preparada para atender meus clientes e espero que agora eu administre melhor meu negócio", ressaltou.
Cátia foi uma das 11.461 pessoas atendidas durante a Semana do Mei, em Goiás, que se encerrou neste sábado (07/05) com um saldo positivo e histórico. "Foi o maior evento da história do Sebrae no Estado. Nesta oitava edição nós ampliamos nossa atuação para 77 municípios em 120 pontos de atendimento. Essa estratégia fez com que nos alcançássemos em uma semana quase 10% do total de atendimentos que fazemos em um ano. Uma semana muito produtiva e e de sucesso", comemorou o diretor-superintendente do Sebrae, Igor Montenegro.
(Vídeo: Renato Conde/A Redação)
As atividades gratuitas foram realizadas de 2 a 7 de maio em todas as capitais do Brasil e em várias cidades do interior. Foram oferecidos capacitações com a realização de atendimentos, consultorias, palestras e oficinas práticas voltadas para a melhoria da gestão da empresa. Além disso, o Sebrae levou até o microempreendedor, orientações para o crédito e instrumentos e ferramentas de gestão, como software e aplicativos.
O microempreendedor individual representa mais da metade dos empreendedores de Goiás, totalizando 206.863 MEI formalizados em mais de 520 atividades diferentes. "A gente estima que exista outros 200 mil informais. Então, nossa semana busca também formalizar essas empreendedores porque pagando apenas R$ 45 por mês ele tem cobertura da previdência social, isenção de impostos federais e todos os benefícios de ser uma empresa formal", explicou Igor Montenegro.
(Foto: Renato Conde/A Redação)
O encerramento da semana do MEI foi realizado na sede da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (ACIAG). A escolha da cidade teve um motivo especial. "Nós fizemos a abertura do evento em Goiânia e escolhemos encerrar aqui em Aparecida, porque a cidade abriga o mais novo escritório regional do Sebrae, que coordena toda a região incluindo Senador Canedo e Bela Vista. Aparecida tem dado um exemplo de força do empreendedorismo e estamos atentos a esse crescimento", ressaltou o diretor-superintendente do Sebrae.
O presidente da Aciag, Osvaldo Zilli, que participou do evento, afirmou que em um ano de muitos desafios econômicos, a qualificação tem sido o fator que faz a diferença no desempenho dos negócios. "Posso garantir que existem muitas oportunidades de desenvolvimento em nosso município, mas que exigem profissionais capacitados e capazes de gerir o negócio com criatividade. Essa semana do MEI foi uma das melhores coisas que já aconteceram para os empreendedores. Precisamos de pessoas que ensinem a crescer, desenvolver e se manter no mercado. O Sebrae veio numa hora certa", disse Osvaldo.
Presidente da ACIAG, Osvaldo Zilli (Foto: Renato Conde/A Redação)
A semana do MEI, que fez diferença na vida e na gestão administrativa de muitos empreendedores, foi fundamental também para incentivar a participação de jovens na conquista do próprio negócio. "Empreender é sonhar, e sonhar é correr atrás do resultado. Incentivar, capacitar, orientar e conversar francamente abre as portas para esse novo empreendedor. Parabenizamos a ação do Sebrae que leva tudo isso a vários cantos do Estado", ressaltou o presidente da Aciag Jovem, Maione Padeiro.
Participaram do encerramento da Semana do MEI, o secretário interino da Secretaria de Desemvolvimento de Goiás, Luiz Maronesi, o presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, o diretor técnico do Sebrae, Wanderson Portugal, entre outras autoridades.
(Foto: Renato Conde/A Redação)
Microempreendedor Individual
MEI é o empresário optante pelo Simples Nacional e enquadrado no SIMEI. O MEI tem faturamento anual bruto de no máximo R$ 60 mil; não tem participação em outra empresa como sócio ou titular; possui no máximo um único empregado que recebe um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional; exerce uma das atividades regulamentadas elencadas no Anexo XIII da Resolução CGSN nº 94/2011, podendo desempenhar suas atividades empresariais em sua própria residência ou até mesmo sem local fixo.