A Redação
Goiânia – A Seleção Brasileira Pré-Olímpica, que está no Marrocos para a disputa de amistosos, passou por um susto na noite de sexta-feira (8/9) durante o terremoto que deixou mais de mil mortos no país. A delegação está hospedada em Fez, cidade que fica a mais de 700 quilômetros do epicentro do abalo sísmico, e em total segurança. Todos os jogadores e integrantes da comissão técnica estão bem.
"Graças a Deus, toda a nossa delegação está em segurança agora. Sentimos um tremor muito forte, uma sensação terrível. A cama começou a balançar de um lado para o outro. Vi os lustres também balançando. Já tinha passado por isso três vezes. Mas ontem (sexta-feira) foi forte. Corri para o armário, peguei meus celulares e passaporte e saí correndo, chamando os atletas para que descessem pela escada em busca de um abrigo. Em nome do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, prestamos nossa solidariedade a todo povo marroquino e a todas as equipes de resgate. Nosso sentimento a todos os que perderam seus entes queridos", disse o coordenador-técnico das Seleções de Base da CBF, o ex-jogador Branco.
O supervisor Lavoisier Freira Martins também discorreu sobre o terremoto no Marrocos. “Estamos todos seguros. Passamos por alguns momentos delicados, quando sentimos a cama tremer, o que provocou um pouco de pânico. Mas, logo, levamos todos para a área de piscina, aguardando os desdobramentos. Depois, retornamos aos quartos. Ao despertar, tivemos a dimensão do ocorrido. Em nome do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, manifestamos nosso apoio aos marroquinos, desejando que possam superar esse momento de tanta dor”, disse o supervisor Lavoisier Freire Martins.
O lateral Abner contou que o susto deu lugar à necessidade de tranquilizar parentes e amigos. “Naquele momento, tomamos um susto. Porém, estamos em segurança e isso nos conforta. A gente está falando sobre vidas, um terremoto, uma tragédia, nunca é fácil falar sobre isso, e agora o adversário do próximo amistoso e o próprio jogo ficam de lado. Na hora, pensamos logo em buscar abrigo para ficar em segurança. Em seguida, no meu caso, procurei contato com os familiares e amigos para tranquilizá-los”, declarou.
o meia Paulinho também deu detalhes do evento que provocou mais de mil mortes no Marrocos. “Eu estava deitado e comecei a sentir a cama tremer. Levantei assustado, olhei para o abajur e vi que estava balançando. Aí, saí do quarto. Foi um susto e buscamos segurança. Fomos muito bem tratados e orientados e seguimos para a área da piscina por precaução, é um lugar mais aberto. Graças a Deus estamos em segurança. Infelizmente já sabemos do número de mortos … é algo muito grave, a gente fica sentido e presta nossa solidariedade a todo povo marroquino e aos que estão ajudando na busca dessas pessoas”, disse Paulinho.
“Já passei por outros terremotos, no Chile, por exemplo, servindo à Seleção Sub-17, mas não com essa intensidade. Ontem (sexta-feira), tive medo, com certeza, num primeiro momento. Depois, a gente fica preocupado em tentar tranquilizar logo os familiares”, continuou o meia-atacante.
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*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG