A Redação
Goiânia – A Semana Estadual da Cultura Hip Hop vai percorrer 7 cidades de Goiás. O evento ocorre de forma itinerante, entre os dias 3 e 10 de dezembro, nas cidades de Anápolis, Cidade Ocidental, Itapuranga, Cidade de Goiás, Rio Verde, Aparecida de Goiânia e Goiânia. O projeto contará com apresentações culturais e artísticas em espaços públicos, envolvendo os elementos do Hip Hop: Rap, DJ’s, Grafitti, Batalha de Breaking (dança), Batalha de Rimas. As ações são gratuitas e abertas para a comunidade em geral. Confira a programação no site.
Este ano foram selecionados 164 grupos, duplas e artistas solos residentes no estado de Goiás para compor a programação. Destaque para os shows de Renedy, Sara Linhares, Conexão Suburbana, Wu-Tang Thug, Saggaz, Guimas e Anny Di, representantes de Goiânia e Aparecida. Vai rolar também Dj Bengala (Rio Verde), Dj Mano Mix (entorno do DF) e Jane Rapper (uma das fundadoras do grupo Atitude Feminina) e muito mais. Discotecagens com djs Sancro, Ketlen, Lu Santos, Ricoo D, Ragaluke, entre outros, batalhas e exposição de grafites com os principais nomes da cena e grafite ao vivo no palco. O encontro vai encerrar no dia 10 de dezembro, em Goiânia, com um encontro estadual da cultura hip hop, que vai reunir colecionadores de vinil, performance livre de discotecagem, roda de conversas e encontro de b.boys e b.girls.
Criada em 28 de Junho de 2019 pelo rapper goiano CDJOTA, a Semana Estadual da Cultura Hip Hop do Estado de Goiás virou Lei Estadual de nº 20.500, está hoje incluída no Calendário Oficial do Estado de Goiás e é comemorada anualmente na primeira semana de dezembro. Goiás é o único Estado do Centro-Oeste Brasileiro (até essa data) que detém uma lei estadual que inclui em seu calendário oficial a Semana do Hip Hop. Para os organizadores, o projeto visa potencializar o apoio do Poder Público para a Cultura Urbana do Hip Hop, que mobiliza especialmente, adolescentes e jovens em situações de vulnerabilidade.
“Através do acesso a arte e da cultura, a juventude busca se expressar e vencer a exclusão aos quais estão submetidos. Além disso, o evento revela novos talentos e proporciona oportunidade para descobrirem os valores sociais e culturais, aproximando as classes, debatendo e trocando ideias com formadores de opiniões quebrando os preconceitos que ainda existem na sociedade”, explica o rapper e idealizador CDJ.
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