A Redação
Goiânia –
Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na última terça-feira (13/7), mostra que o setor de serviços apresentou, em maio, crescimento de 4,2%, comparado com o mês de abril, e 3% superior à média nacional, que fechou em 1,2%.
Esse percentual coloca o Estado em quinto lugar nacional – junto com o Rio Grande do Norte, que apresentou o mesmo indicador -, atrás apenas de Alagoas, que lidera o ranking do crescimento de volume de serviços, com alta 10%; seguido da Bahia, com 8,6%; Amapá (7,8%); e Sergipe (4,7%).
Ainda de acordo com o IBGE, comparado com o mesmo mês do ano passado, o crescimento do setor foi de 27,2%, o que também garante uma alta de arrecadação das receitas nominais de 27,7%.
Os serviços prestados às famílias foram os principais responsáveis pelo expressivo crescimento, com alta de 159,1%. Os serviços profissionais, administrativos e complementares também apresentaram alta (39,3%); que foi acompanhada pelos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (20,2%); serviços de informação e comunicação (7,8%) e outros serviços (4,6%).
Para o governador Ronaldo Caiado, a geração de empregos vai contribuir com a recuperação econômica. “Eu sempre defendi a tese de que não existe melhor política social no mundo que não seja a do emprego. É a única que resolve a todos os problemas”, afirma.
José Vitti, titular da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, analisou os números do IBGE e disse que Goiás está no caminho para sair em definitivo da crise, com aumento dos empregos formais, crescimento da indústria e agora a forte reação dos setores de serviços e comércio.
“As ações do governo para fortalecer a economia goiana mostram resultados importantes na ponta, onde está o trabalhador que precisa do emprego e da renda”, comentou Vitti.
Outros setores
A indústria goiana apresentou no mês de maio o maior crescimento do país, com alta de 4,8%, comparado com abril. De acordo com a Pesquisa Mensal Industrial, a indústria automobilística foi a principal atividade para o Estado liderar o ranking brasileiro do setor, com crescimento de 693%.
A atração de indústrias que fabricam produtos minerais não-metálicos, que apresentou alta na produção de 19,6%, também colaborou para a aceleração da indústria goiana no mês. Alta essa acompanhada pelas indústrias de produtos químicos e extrativista, com 19,6% e 7,6% de crescimento, respectivamente.
Já o comércio, que também foi fortemente afetado pela pandemia da covid-19, apresentou alta de 10,7% em maio, comparado com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, esse crescimento garantiu que a receita nominal do setor alavancasse em 26,4%.