Depois da surpreendente e frustrante derrota para
Porto Rico na semifinal do torneio de basquete feminino dos Jogos
Pan-Americanos, o Brasil teve de se contentar com a disputa pelo
terceiro lugar na noite da última terça, quando venceu a Colômbia por 87
a 48 e assegurou a medalha de bronze, em Guadalajara. Em seguida, as
porto-riquenhas conquistaram o ouro com um triunfo por 85 a 67 sobre o
México na decisão.
Apesar de o bronze não ter sido o resultado almejado pela seleção
brasileira, que contava com sua classificação para a final, as jogadoras
deixaram a quadra exibindo um discurso positivo. Cestinha do duelo
contra Porto Rico, com 20 pontos, a ala Iziane ressaltou que o fato de o
Brasil ter terminado em terceiro lugar não altera o status que o País
ostentava antes do início do Pan.
“Ainda somos a melhor equipe desse torneio. Mas basquete é assim mesmo,
se uma equipe não joga bem, perde. E na semifinal contra Porto Rico não
jogamos bem, e perdemos”, afirmou Iziane. “Foi muito difícil focar para
esta partida de hoje (quarta), fiz uma força muito grande. Felizmente
hoje deu tudo certo e vamos voltar para casa com a medalha de bronze”,
completou a cestinha.
A pivô Erika, companheira de time de Iziane no Atlanta Dream, também
valorizou a conquista do bronze, apesar de ter lamentado o seu
desempenho na semifinal diante de Porto Rico. “Saio de Guadalajara com a
cabeça erguida porque conquistamos uma medalha. Infelizmente ontem
(terça-feira) não consegui ajudar a equipe como pretendia e por isso não
estamos disputando a final” disse, para depois enfatizar que o Pan
serviu como lição para a seleção, agora focada nos Jogos Olímpicos de
2012. “É um evento muito bacana, uma mini Olimpíada que nos trouxe um
aprendizado importante para as próximas competições”, reforçou.
Já o técnico Enio Vecchi seguiu a mesma linha de discurso das suas
comandadas e acredita que a facilidade que o Brasil teve para superar as
suas adversárias na primeira fase do Pan acabou sendo prejudicial para a
equipe, que não soube administrar o seu favoritismo na semifinal.
“Caímos em uma chave fraca e talvez isso tenha ficado no subconsciente
das atletas. Porto Rico entrou sabendo da qualidade do nosso time e veio
forte. Mas tudo isso serve de aprendizado. Vem sendo muito prazeroso
trabalhar com essa equipe”, disse o treinador.
(Agência Estado)