Yuri Lopes
Especial para o AR
Uma pesquisa realizada pelo instituto inglês Future Poll, por encomenda da marca de bebidas Johnnie Walker, constatou o nem tão óbvio após entrevistar cerca de mil pessoas, entre 25 e 45 anos: Silvio Santos é a personalidade mais admirada pelos brasileiros. Logo depois do apresentador e dono do SBT estão Jesus Cristo, Lula, Pelé, Ayrton Senna e Ronaldo.
Nem mesmo notícias negativas relacionadas a seus negócios foram suficientes para tirar o primeiro lugar de Silvio Santos. Desde que o Banco PanAmericano descobriu uma série de fraudes contábeis e anunciou um prejuízo bilionário no fim de 2010, o empresário de cabelo acaju se viu forçado a se desfazer de negócios tradicionais do Grupo Silvio Santos. Primeiro foi a venda do controle do PanAmericano para o Banco BTG Pactual por R$ 450 milhões, em janeiro deste ano. Depois, em junho, Silvio vendeu o Baú da Felicidade para o Magazine Luiza por R$ 83 milhões.
Na última terça-feira (18/10), foi anunciada a venda da caçula do Grupo Silvio Santos, a empresa de cosméticos Jequiti, de apenas 5 anos, para a Coty Beauty, empresa que fabrica toda a linha de perfumaria e cosmética de marcas como Calvin Klein, Adidas, Pierre Cardin, e licencia perfumes de cantoras como Beyoncé, Jennifer Lopez e Shakira. O valor do negócio está estimado entre R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão, segundo especialistas de mercado ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo.
Não se pode garantir nada quando se trata de Silvio Santos, famoso pela inconstância de decisões, mas, segundo ele, o único negócio que não aceita se desfazer é o SBT. Durante depoimento na comemoração dos 30 anos da emissora, em agosto deste ano, Silvio reafirmou que poderia vender a Telesena, o Baú e até a Jequiti, mas nunca o SBT.