A Redação
Goiânia – A programação de atividades da Mostra Nacional de Teatro de Porangatu (TeNpo) da última sexta-feira (7/12) foi marcada pela variedade. Já pela manhã, o público pôde conferir nove oficinas, enquanto apresentações de dança, teatro e circo seguiram pela tarde e noite.
Talento local
O Grupo Trem de Doido, que foi criado a partir da primeira oficina do TeNpo há 11 anos, apresentou o espetáculo Viagem do Barquinho. A peça é formada por artistas de Porangatu e utiliza o colorido dos cenários e as cantigas para prender a atenção das crianças, público-alvo da montagem. A peça conta a história de um garoto que conta com a ajuda de uma lavadeira para conseguir resgatar um barquinho de papel que fugiu para o mar. O caminho percorrido pelos personagens é repleto de fantasia, que junto com as cantigas infantis e personagens exóticos dão o tom da peça.
Consciência ambiental
Questões agrárias como a conquista de terra e preservação ambiental foram temas da peça Sertão.Doc, que foi levada ao público do TeNpo nesta sexta. Com direção de Murillo Ramos, a montagem foi apresentada do lado de fora do Centro Cultural de Porangatu. Sertão.Doc estreou em 2010 e de lá para cá, passou pelos palcos de vários estados brasileiros e conquistou uma série de prêmios, como o Myriam Muniz.

Cena da peça Sertão.Doc, apresentada nesta sexta (7) na programação do TeNpo (Foto: Reprodução/Instagram/Secult)
Participação da plateia
Não é só de dança e teatro que vive o TeNpo. Manifestações cincenses também integram a programação do evento. A noite de Porangatu foi marcada pela interação com a plateia da performance do Circo Laheto. Com público predominantemente infantil, o espetáculo circense contou com a apresentação dos Acroloucos, número que reúne várias sequências de acrobacias. A trilha sonora é formada por músicas tradicionais de circo e clássicos da Música Popular Brasileira.
Angústia urbana
Formado por alunos da Núcleo Energia de Dança, a Giro 8 Cia de Dança foi a responsável por fechar a noite com o espetáculo Retrato em Preto e Branco, com direção de Maria Inês Castro e Joisy Amorim. A montagem é dividida em três atos e busca mostrar a correria da vida urbana. Para isto, os dançarinos representam a vida intensa, individualista e agitada das grandes cidades. A peça tem figurino de Ana Maria Mendonça e produção musical de Cleyber Ribeiro.

Retrato em Preto e Branco encerrou o dia de atrações em Porangatu (Foto: reprodução/Instagram/Secult)