A Redação
Goiânia – Dados da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde mostram que em 2017 foram realizadas captações de órgãos em 71 pessoas com diagnóstico de morte cerebral. No mesmo período foram realizados 1.264 transplantes de órgãos e tecidos, incluindo aquelas por meio de doações de pessoas vivas.
O avanço no número de transplantes e de doações de órgãos começou a ser verificado em 2015. Naquele ano, conforme os dados da Central de Transplantes, foram feitas captações de órgãos em 46 pessoas. Em 2016, a quantidade saltou para 48 e, no ano passado, para 71. Isso significa que em apenas um ano houve um acréscimo de 48% na quantidade de doadores.
Já a quantidade de transplantes passou de 949, em 2015, para 1.007, em 2016, até atingir os 1.264 no ano passado. Na prática, os registros demonstram que os transplantes avançaram 33% nos últimos dois anos.
Avaliado como positivo, para o secretário de Saúde Leonardo Vilela o levantamento é resultado das campanhas de sensibilização sobre o assunto e da atualização continuada das equipes dos hospitais públicos, particulares e filantrópicos, responsáveis pelos procedimentos. “Estamos colhendo os frutos de um trabalho sistemático, de informação e de conscientização de toda a população sobre a importância da doação de órgãos”, disse.
Atualmente são mais de 1.000 pessoas à espera de um órgão ou tecido em Goiás e mais de 40 mil em todo o Brasil.
Córneas
Apesar de o número de novas inscrições mensais permanecerem na mesma média, a Central de Transplantes conseguiu reduzir o número de receptores em lista aguardando por um transplante de córnea, de 676 (janeiro/2017) para 116 (dezembro/2017). Destes, apenas seis eram ativos, ou seja, estavam aptos a realizar o transplante. Os demais encontravam-se na situação de semiativo: embora inscritos não estavam concorrendo ao tecido por algum motivo.
Desde o mês de novembro de 2017 a Central de Transplantes passou a ofertar córneas para outros Estados, devido a este quadro.