A Redação
Goiânia – O estresse e a depressão já foram colocados como as doenças do século, mas o que poucas pessoas sabem é que a saúde mental não tem apenas implicações psicológicas, mas também físicas.
“80% dos pacientes que chegam ao meu consultório se definem como ansiosos ou estressados e a grande reclamação é a incapacidade de administrar o tempo. Isso reflete a rotina de vida atual, na qual a maioria das pessoas quer ser bem sucedida e produtiva, mas acaba sedentária por não poder ‘perder tempo’”, afirma a nutricionista e Líder Coach em Nutrição, Janaína Macedo.
A rotina agitada e o estilo de vida que a maioria das pessoas leva causa desequilíbrios comportamentais que impactam a qualidade e quantidade dos alimentos que consumimos. Isso, é claro, gera consequências diretas na saúde e no peso.
As pessoas com sobrepeso ou obesidade tendem a ficar frustradas e depressivas, o que aumenta ainda mais a compulsão pela comida e bebidas alcoólicas como refúgio. E a mudança do hábito alimentar exige muita força de vontade para sair do piloto automático, além de orientação profissional, motivação e disciplina.
Como o estresse influencia na obesidade?
“O estresse é bem subjetivo e tem a ver com a sensação de falta de controle das tarefas diárias e de como o paciente se harmoniza com as condições do dia a dia. Ele causa desequilíbrio na produção do cortisol, hormônio muito útil que nos coloca em alerta. Com a produção de cortisol desregulada, ele deixa de controlar os níveis de açúcar no sangue e causa aumento de gordura abdominal e acúmulo de gordura no fígado, além de reduzir o metabolismo basal e causa dificuldade na perda de peso, mesmo comendo pouco. O excesso de cortisol também diminui a produção de testosterona, causando cansaço crônico e libido baixa. . O açúcar em excesso desregula a microbiota intestinal e o sistema imunológico”, explica Janaína.
E o que fazer para desestressar?
No consultório, Janaína percebe que a maioria das pessoas ainda não sabe o que fazer para desestressar. “Alguns falam que vão à academia ou vão tirar tempo para si e muitos falam que precisam de férias. Mas tirar férias uma vez por ano não é suficiente para regular o estresse do ano todo. O que ensino aos meus pacientes vai além da alimentação. Digo que todos os dias ele precisa dar para si mesmo um tempo mínimo de presente e passar informações boas para suas células, nem que sejam 15 ou 30 minutos por dia. Qualquer exercício físico ajuda nisso e indico também trabalhar a espiritualidade, pois a fé gera resiliência e reduz os danos oxidativos ao organismo”, finaliza.