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Vamos fazer uma cerveja?

28.04.2015 - 11:39:11
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Goiânia – No último final de semana tive o grato prazer de ser convidado a participar do 2º Encontro Cervejeiro, evento organizado por um pessoal apaixonado pelo assunto (valeu Robson, Edmílson, Reginaldo, Guilherme, Wesley e toda turma). Foram dois dias isolado em um clube de pesca na saída para Inhumas aprendendo tudo sobre a bebida que, fora água, certamente é a que mais coloquei para dentro do meu corpo ao longo da vida.

Já falei que um objetivo meu para 2015 é tirar uma cerveja na minha casa. De qualquer escola, de qualquer jeito – tenho comigo que só conseguimos melhorar algo que já existe. Por isso minha meta primeira é fazer essa minha cerveja existir. Depois disso, evidentemente, melhorá-la. Esse curso foi o primeiro passo nesse sentido. Aprender o processo de brassagem, ver os equipamentos, entender a sequência organizacional… Tudo isso foi mais que válido para acumular experiência.

O encontro também foi muito feliz ao organizar palestras de fornecedores e empreendedores. Isso ampliou a visão dos participantes. O que teve de gente que estava ali para aprender um detalhe do processo e saiu com a perspectiva muito maior do que entrou não está no gibi.

No meu caso, vi que minha casa já tem quase tudo para fabricar uma boa cerveja. O investimento que preciso fazer em equipamento é mínimo. Para dar uma ideia, menos do que gastei para ir a São Paulo no Lollapalooza assistir o show do Robert Plant. E o prazer de beber uma cerveja que eu mesmo produzi, putz, tal qual a propaganda do cartão de crédito, não tem preço – imagino…

Sei que tenho perfil para isso. Paciência na cozinha é uma virtude que possuo. Um dos meus hobbies de final de semana é cozinhar para a família. Coloco um vinil para rolar, vou cortando os produtos, vendo o ponto das coisas, bebendo um vinho, uma cerveja… O tempo passa, eu me divirto e as pessoas comem. Quem tem saco e gosta de fazer isso, encara fácil o processo de brassagem. Porque não fazer minha cerveja? Não há razão.

E é impressionante como aumenta o número de interessados por tipos variados de cerveja, daquelas que saem do comum. Crescemos vendo nossos pais bebendo as cervejas de marca consolidada e, naturalmente, também começamos a tomar essas quando nossa idade para isso chegou.

Há dez anos, eu achava que só tinha dois tipos de cerveja: clara e escura. Longe de mim ser especialista hoje, sem falsa modéstia sei das minhas limitações e tenho consciência de que não chego perto disso, mas só de beber bastante, ser curioso e ler calmamente cardápios de bons pubs aprendi bastante e agora sei que esse universo é vasto.

Pode anotar aí: em muito breve estarei bebendo a cerveja que eu mesmo fabriquei. Homebrew, aí vou eu! E quando esse dia chegar lhe digo por aqui como é que a danada ficou.

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por Pablo Kossa

*Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG

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