Mônica Parreira
Se alguém perguntar como está o vôlei do Brasil, responda: va bene, grazie. Em partida válida pela semifinal, a Itália teve que engolir a equipe verde e amarela que, depois de vencer por 3 sets a 0, carimbou o passaporte para a grande final. Esta é a terceira vez que o Brasil acaba com o sonho olímpico da tradicional esquadra azurra. Também na semifinal e por 3 sets a 1, os brasileiros despacharam a Itália em Los Angeles (1984) e em Pequim (2008), ficando com a prata nas duas edições.
Em busca do tricampeonato olímpico, o Brasil encara a Rússia. O jogo será neste domingo (12/8), às 9h (de Brasília).
O jogo
A Itália, ao contrário do Brasil, começou acertando o saque. Quando o placar apontava 6 a 5 a favor do time azul, já haviam dois pontos convertidos por ace e dois por erros de saque verde e amarelo. Mas o time de Bernardinho se acertou. Apesar da disputa acirrada, que não permitia abrir mais de dois pontos de vantagem, os brasileiros conseguiram ampliar em plena reta final: 20 a 17. Irônico mesmo foi o match point, um presente da esquadra azurra. Savani errou naquilo que eles fazem de melhor – o saque – e o Brasil fechou o primeiro set por 25 a 21.
Os brasileiros cumpriram a receita do sucesso no segundo set: ataque eficiente somado ao bloqueio que mais parecia uma muralha. Não tinha como dar errado. Para completar, contaram com o nervosismo do adversário. Quando a eficiência do Brasil falhava, os erros da Itália sobressaíam e somava pontos a favor do time de Bernardinho.
Os bi-campeões olímpicos ainda mostraram raça. O placar já apontava uma vantagem elástica (19 a 10), e mesmo assim não existia ponto perdido. Longe das quatro linhas, Murilo concorreu espaço com os cinegrafistas e fotógrafos para buscar uma bola que já estava perto de pingar no chão e somar para a Itália. Mas ele conseguiu recuperar e, com o trabalho de toda a equipe, o ponto foi brasileiro: 20 a 10. O match point foi um repeteco do primeiro set: erro de saque dos italianos, e só: 25 a 12.
Foi sofrido o terceiro set, mas a recompensa veio. A seleção italiana sentiu a pressão e se agarrou ao set, que seria o último de sua vida em Londres, para arrancar uma reação. Eles estiveram várias vezes à frente no placar, mas quando travou no 12 a 12, a vantagem voltou a ser da equipe de Bernardinho. Então foi só administrar. Com a destreza de Murilo, o Brasil marcou o ponto da classificação com um ace, da mesma forma que ainda no primeiro set a Itália abriu o jogo.