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Vôlei sentado: goianas adotam treinos remotos e vivem expectativa por vacina

11.04.2021 - 07:40:00
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Raphaela Ferro
 
Goiânia – A dificuldade dos treinamentos durante a pandemia é ainda maior para quem pratica esportes coletivos. A seleção brasileira de vôlei sentado tem vivido isso na preparação para as Paralimpíadas, em que já tem vaga garantida. O time conta com um grupo de goianas na quadra – Adria Jesus, Jani Freitas, Nurya Almeida e Pâmela Pereira, além de Luiza Fiorese, que não nasceu em Goiás, mas treina junto com as colegas de seleção na ADAP-GO – e um treinador que também é daqui, José Agtonio Guedes Dantas. 
 
“Estão todos muito ansiosos, querendo a competição, mas se adaptando a esse novo normal que é viver de forma harmônica e não prejudicial em relação à contaminação pelo coronavírus”, analisa o técnico. Ele explica que os treinos passaram a ser remotos entre abril e setembro de 2020, depois, nos intervalos em que foi possível, a seleção se reuniu para treinamentos presenciais, mas mantendo uma série de restrições e cuidados, como uso de máscaras faciais e presença de número reduzido de pessoas na quadra. 
 
Também pela preocupação com a covid-19, Guedes espera que toda a equipe possa ser vacinada antes de viajar para o Japão. “Temos, inclusive, expectativa de que haja uma liberação por parte dos gestores nacionais, principalmente no âmbito da política nacional, para que os atletas possam ser vacinados”, considera. Segundo ele, a vacinação deveria ocorrer até maio em caso de vacinas que exigem segunda dose ou junho, nos casos em que uma dose é suficiente. 
 
O próprio Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos já considerou a possibilidade de assumir a imunização dos participantes que chegassem a Tóquio sem terem sido vacinados contra a covid-19, mas a ideia se mantém ainda como especulação e sob críticas em relação à prioridade por doses. 
 
Ainda assim, a vacina seria, segundo o treinador da seleção de vôlei sentado, uma forma de o grupo ter tranquilidade para poder viajar e conquistar os resultados nas Paralimpíadas pelos quais está trabalhando. “A nossa meta é fazer uma final dos Jogos”, enfatiza. A seleção conquistou a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. 
 
Realidade de atleta
Para buscar repetir o pódio e sonhar com um lugar ainda mais alto nele, as atletas tiveram que se adaptar, da forma como foi possível, segundo Jani Freitas. Ela conta que durante 2020 os treinos foram feitos virtualmente, com reuniões remotas com a comissão técnica e as atletas. “Fazíamos a reunião toda semana e, além do treino físico, fazíamos treinos psicológicos. E também visualização de vídeos, assistia a jogos. Foi um ano bem difícil, porque foi tudo on-line”, lembra. 
 
A sensação deste início de 2021, após terem retomado os encontros presenciais, é de voltar à estaca zero, afirma Jani. “Tínhamos um calendário elaborado, fizemos dois treinos esse ano com a seleção brasileira e logo depois fechou tudo novamente e voltamos a treinar em casa.” As atividades da 2ª fase de treinos no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, ocorreram entre 21 e 28 de fevereiro. A 3ª fase está prevista para abril desde então, mas pode mudar por causa da pandemia.
 

Jani Freitas é uma das goianas que conquistou medalha de bronze nas Olimpíadas do Rio, em 2016
(Foto: Reprodução / Facebook)
 
Jani afirma que não há mais dúvida sobre a realização das Paralimpíadas a partir de agosto deste ano. “O comitê organizador nos garantiu que vai ter. Então, não podemos parar. Pelo menos em casa, temos que fazer o possível para manter o físico, a mente boa, assistir aos jogos, fazer o possível”, considera. No apartamento em que mora, ela fica atenta aos horários em que pode fazer o barulho da bola batendo nas paredes sem incomodar tanto os vizinhos. É lá também que ela afasta os móveis para fazer os exercícios de fortalecimento muscular com elásticos e os treinos de deslocamento. 
 
“É claro que nós temos medo, porque não é só a minha vida, é colocar a minha vida em risco e a dos meus familiares. E é claro que prejudica e muito com tudo isso, porque nosso esporte é um coletivo e precisamos de pessoas para jogar”, analisa Jani. De acordo com Guedes, a equipe técnica desenvolveu uma metodologia de treino à distância para que o vôlei não ficasse longe das atletas no período em que tiveram de se afastar das quadras. “A gente se vira, tem que se virar, tem que se adaptar, fazer de tudo, não pode ficar parado”, enfatiza Jani.  
 
 
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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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